[[legacy_image_63401]] “Santos, que está localizada em uma ilha, tem 475 anos de história e, desde o tempo em que ainda era vila, reúne relatos de atividades paranormais que apavoram os moradores e muitos dos que acabam conhecendo essas lendas. Passadas de geração em geração, essas histórias vão ganhando contornos cada vez mais impressionantes”. Ficou curioso? Pois esta é a intenção do escritor e cineasta paraense radicado em Santos Dino Menezes, de 46 anos. Ele lança, nesta quinta-feira (18), o livro Contos de Terror e Lendas Macabras da Ilha de Santos. A live de lançamento é pelo Facebook, às 21 horas. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! A publicação é baseada em pesquisas sobre casos macabros que foram acontecendo ao longo da história em Santos, através de 13 crônicas que 'causam arrepios'. O gato fantasma do Cemitério do Paquetá, O mistério do antigo Hotel Cassino Atlântico, O espírito do pirata Thomas Cavendish e A história não contada do fantasma de José Bonifácio são algumas delas. “São lendas de Santos que eu vou buscando. Uma lenda é minha só, o resto tem a ver com a Cidade, mas levado sempre pela literatura”, afirma o autor. Este é o terceiro livro de terror do cineasta. Ele nasceu durante a pandemia e foi concluído por conta da Lei Aldir Blanc. Tem arte e diagramação de Vanessa Rodrigues Aguiar e colaboração e revisão da jornalista e historiadora Simone de Marco. A realização é da Dino Filmes e do atelier About. Durante a pesquisa, Dino encontrou coisas fascinantes. “Descobri um cara que trabalhava quando ainda era Cassino e ele me contou diversas histórias. A internet ajuda muito nisso, além da resposta do público, que foi alta desde o começo”, diz ele, que ultrapassou mais de 3 mil visualizações em uma história macabra sobre a Santa Casa de Santos publicada no Facebook. Menezes tem o terror no sangue. Ele lembra que, até os 5 anos, morou em frente ao Cemitério da Soledade de Belém, uma das mais antigas do estado, de 1850. “Era uma casa de esquina e a sacada tinha uma bela vista para o futuro, e nas noites quentes e úmidas de Belém tomava um ar fresco assistindo aquela silenciosa e mórbida paisagem”, recorda. Sua primeira publicação, Para Quem Acredita em Fantasmas, vendeu mais de mil cópias. Reuniu diversos públicos, dos mais velhos ao infantojuvenil, que causou certo espanto no autor. “O segundo livro (Histórias extraordinárias de terror pelo Brasil) está guardado, porque são histórias do Brasil, veio a pandemia e não lancei. Estou guardando porque quero ir até as cidades lançar”, diz ele, que escreveu sobre Belo Horizonte, Goiânia, Porto Alegre, entre outras. “Estou há um ano trancado, saí sete vezes só durante esse tempo porque tenho asma e um filho de 4 anos. Mas foi bom para produzir, me dedicar. E agora nasceu”.