[[legacy_image_323820]] A memória é a base da consciência. Sem ela, não se sai do lugar e arrisca-se a cometer os mesmos erros. Sobrevivi ao Raul Soares, Memória de uma Época Sombria (Editora Autografia), de Lucas Vasques e Fellipe R. Vasques, se debruça sobre um período turbulento da História brasileira para fomentar a memória – e a consciência – sobre a nação que se quer, e sobretudo, sobre a que não se quer ser. O livro será lançado nesta sexta (5), às 17 horas, na Realejo Livros (Av. Marechal Deodoro, 2). Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! Entre abril e outubro de 1964, o navio Raul Soares, transformado em prisão flutuante pelos militares após o golpe de 31 de março daquele ano, foi atracado no Porto de Santos, onde foram encarceradas pessoas divergentes à ditadura então nascente. Uma dessas pessoas foi o sindicalista portuário Osmar Alves de Campos Golegã, que esteve seis meses preso no navio, acusado de subversão, embora não tivesse nenhuma ligação política . Os autores entrevistaram Osmar, então com 89 anos, e seu filho Alcino, por três horas. O livro parte dessa história pessoal, para abordar o período da ditadura militar no Brasil e, em especial, em Santos. “Nunca é tarde p ara revisitar o passado com o propósito de relembrar as atrocidades cometidas na época da Ditadura Militar. Especialmente, quando se trata de uma história que se passou em Santos”, afirma Fellipe. Pai e filho, Lucas e Fellipe se debruçaram juntos sobre esse trecho da História nacional. “O Brasil ostenta uma complexa, não resolvida e trágica relação com suas Forças Armadas. Alinhado a isso, o livro constrói uma narração cronológica, relatando os episódios mais importantes que envolveram o desastroso golpe militar de 1964. Além de tudo isso, é um orgulho e um privilégio contar essa história junto com meu filho”, afirma Lucas.