[[legacy_image_75946]] “Há uma linha muito tênue em todas as relações sociais por nós estabelecidas, entre a relação equilibrada ou saudável e a relação abusiva e controladora”. Com essas palavras, a psicóloga Andrea Guarnieri e o advogado santista Luiz Fernando Pinheiro Elias começam a desvendar as definições de abuso na obra Diga Não! Relações Abusivas. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! Em abril, durante o isolamento social imposto pela pandemia, dados do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMDH) evidenciam um crescimento exponencial em relação às denúncias de violência contra a mulher recebidas no canal 180. Só nesse mês, o número foi 40% mais alto do que em relação ao mesmo mês em 2019. Mesmo com alto volume de denúncias, muitas outras vítimas foram impedidas de registrar um boletim de ocorrência na delegacia por estarem isoladas com seu agressor, o que resulta em um grande número subnotificado de violências. Segundo Luiz, a permanência sob o mesmo teto aumentou as tensões e agravou os casos já pré-existentes de relações abusivas, “tornando a convivência cada vez mais crítica e com risco de violência em todos os sentidos”. Mesmo com aumento de buscas pelos termos ‘relações abusivas’ e ‘relações tóxicas’, o número de denúncias ainda não é equivalente. Descompasso “Quando falamos de relações abusivas ou tóxicas, percebemos que a pandemia fez aumentar o interesse pela questão, uma vez que as situações ficaram mais latentes e explosivas entre quatro paredes e consequentemente fez aumentar o número de denúncias”, diz Luiz. No entanto, ele enfatiza, quando o assunto é a proporcionalidade entre a busca do tema e o número de denúncias, os números são desproporcionais. “Constatamos que várias pessoas em situação de abuso não batem à porta da delegacia, pois ainda há medo, insegurança e ausência de amparo para que a vítima possa se resguardar após a denúncia. Por isso se faz necessário o acompanhamento por um profissional capacitado para dar orientações e direcionamento nas decisões”, afirma Luiz. Didático O livro elucida várias questões sobre o tema de forma didática, como um glossário para conscientização sobre violência. Luiz esclarece que a pesquisa contou com muita análise estatística. “Temos dados da Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo que retratam as características de determinados delitos e sua gravidade”. [[legacy_image_75947]] Em relação ao glossário, nasceu da experiência após anos de atuação. “Elaboramos perguntas no escritório de advocacia que funcionam como um termômetro, para que tenhamos uma gradação de quão prejudicial está o relacionamento, a convivência e a possibilidade de que seja revertida a situação. A escuta ativa de ambos os profissionais, aliada às técnicas pertinentes a cada um dos campos de atuação, é essencial ao reconhecimento dos casos de relacionamento abusivo”. Percepção do abuso pode ser difícil Segundo Andrea, o despertar para uma violência é um processo complexo, que também é analisado no livro. “Pelo aspecto psicológico, o perceber-se dentro de uma relação abusiva, algumas vezes, pode nem acontecer; ou se dá por alerta de terceiros, como amigos da pessoa agredida. É um processo subjetivo, e por isso, não existe um tempo certo para esse despertar”, avalia a psicóloga. O tratamento desses traumas na Psicologia depende de algumas variáveis. “Varia de acordo com a gravidade dos casos e com a abordagem do profissional escolhido. Há casos, por exemplo, em que existe a necessidade de equipe multidisciplinar. Depende do tipo de abuso sofrido ou mesmo do tipo de abuso praticado, pois as pessoas que praticam, em alguns casos, também procuram ajuda”. O livro busca evidenciar formas de descoberta e enfrentamento às relações abusivas. “Nossa intenção com o livro é fornecer meios para que tanto as pessoas agredidas como os leitores que se sintam atraídos pelo tema conheçam quais são os indícios de uma relação abusiva, suas características elementares e onde isso pode chegar, além de indicar formas de repelir ou até mesmo de pôr fim a uma possível agressão, sendo física ou psicológica”, destaca Andrea. O lançamento da obra está marcado para 8 de julho, às 19h, durante live no Instagram dos autores (@pinheiroeliasadvocacia ou @guarnieri.andrea). Haverá uma sessão de perguntas e respostas com o público, além de divulgação do link de vendas. O livro será vendido entre R\$ 24,90 (para o formato e-book) e R\$ 34,90 (impresso), sendo as edições impressas vendidas diretamente pelos escritores, com direito a dedicatória. Confira mais em ATribuna.com.br: [[legacy_youtube_u5qN3fLs8oc]]