[[legacy_image_48367]] O livro O Menino Maluquinho, de Ziraldo, um clássico da literatura infantil nacional e que completou 40 anos de seu lançamento, serviu de inspiração para que escritores da nova geração se reunissem em uma homenagem ao autor. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! Com isso, nasceu Os Meninos Maluquinhos (Editora Melhoramentos), com oito contos de artistas convidados pelo escritor e roteirista santista Fábio Yabu, que além de organizar a obra também ilustra o trabalho. Ele reuniu um time variado, que inclui desde iniciantes, passando por pessoas que se destacam nas redes sociais, em trabalhos de TV, histórias em quadrinhos, livros e até podcasts. Os convidados foram Cristino Wapichama, Guga Mafra, Gustavo Reiz, Load Comics, Rafael Calça, Raphael Draccon e Vitor Cafaggi. Cada um usou um pouco de sua vivência pessoal para contar como seria um menino maluquinho na sua realidade. “Busquei trazer a diversidade para dentro deste livro, convidando pessoas diferentes. Temos meninos maluquinhos que nasceram na floresta, na favela ou que vivem em orfanato, numa linguagem lúdica, próxima da obra original, mas que toca nestes temas importantes de maneira mais palatável”, explica Yabu. O digital influencer Load Comics, criador de um dos maiores canais sobre HQs do YouTube brasileiro, por exemplo, mostra um menino nascido em favela que acompanha o esforço diário dos pais para garantir moradia e comida para os filhos. Já o escritor Draccon apresenta um menino dragão, em meio a desenhos japoneses e jogos de RPG. Cristino Wapichana, autor de livros infantis e descendente da tribo Wapichana, traz um menino branco que conhece pela primeira vez uma tribo indígena e faz uma amizade muito especial. Traço do mestre As ilustrações do livro são de Yabu, que conta que o traço simples de Ziraldo sempre o inspirou. “Esse trabalho foi um reencontro com minha própria infância, com a minha origem. A gente não tentou refazer os desenhos dele, mas, com certeza, foram inspirados”, conta ele, que apresentou ao “pai” do Maluquinho original o projeto inicial do livro e que teve o aval.