[[legacy_image_239845]] José Loreto abusa da sensualidade para interpretar o cantor Lui Lorenzo em Vai na Fé, novela das sete da TV Globo. Na trama escrita por Rosane Svartman, a fama do artista veio após a participação em um programa de calouros. No entanto, os tempos de glória ficaram no passado e, agora, ele pena para encher um pequeno teatro com fãs. Empresariado pela mãe, Wilma (Renata Sorrah), o rapaz se tornou um homem hedonista ao extremo. O ator sente que as diferenças entre o atual personagem e Tadeu, de Pantanal, o impulsionaram a voltar ao ar tão rápido. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! “A música sempre esteve na minha vida. Toco violão, gosto de compor, mas sempre foi de forma amadora. Agora, tenho a obrigação de cantar e dançar. Está sendo um tesão. Os desafios são os maiores combustíveis para emendar papéis, estou zerado. Nem parece que gravo há 15 meses. Quando acabar Vai na Fé, espero fazer turnês de Lui Lorenzo Brasil afora”, brinca. Movido por paixões, Lui Lorenzo é um conquistador infalível. Só que não sabe o que é o amor. Quando conhece Sol (Sheron Menezzes), se apaixona pela vendedora de quentinhas, que se torna backing vocal dele. Casada, a mocinha impõe respeito ao receber cantadas do patrão, assim que assume o posto de Érika (Leticia Salles) na banda do artista. “Tem músicas inéditas do Lui Lorenzo na trilha sonora. São tão chicletes que, quando gravo uma cena musical, a equipe fica fervilhando. Minhas referências musicais eram do Latino, mas com esse corpo e a sensualidade do (Sidney) Magal. Também ouvi Luan Santana e usei ingredientes do Luis Miguel e do Ricky Martin. É uma colcha de retalhos”. Magal no cinemaLui Lorenzo ganhou características de Sidney Magal porque Loreto quase interpretou o cantor no cinema – o problema foi um conflito de agenda com as gravações de Pantanal. Então, está usando o que aprendeu de dança, canto e expressões corporais na criação de Lui. “Fiz uma preparação durante dois anos, porque ia gravar a biografia do Magal. Quando saí de Pantanal, tive pouco tempo e usei o que aprendi com o filme que não fiz. Consegui me entrosar rápido com a equipe, caí dentro de mais aulas de canto e dança e o Paulo Silvestrini (diretor) jogou minhas cenas para depois. A pressão me fez bem”, relata. No folhetim, Lui teve um relacionamento com Érika, mas a moça perde a confiança nele ao vender informações ao jornalista Anthony Verão (Orlando Caldeira). Após a demissão, ela passa a sentir prazer vendo o rapaz se dar mal na carreira. Mas, de acordo com Loreto, a dinâmica dos dois é divertida. “Érika é a mais apaixonada por ele, mas está no piloto automático atrás de fama, quer se dar bem. Lui só tem relações tóxicas. É sem noção, porque a mãe também é assim. Porém, age com leveza e graça. A fragilidade dele é o que perdoa suas falhas”, acredita. Sucesso e símboloLui tem a ambição de voltar a fazer sucesso e ser considerado um símbolo sexual. O meio-irmão de Lumiar (Carolina Dieckmann) conserva uma autoestima elevada. Por isso, Loreto sinaliza que aguçar o próprio ego durante a criação do cantor da ficção é perigoso. Para evitar, presta atenção e controla excessos. “A autoestima do Lui Lorenzo é 100 vezes maior que a minha. Ele tem um quadro dele mesmo desnudo, um ego absurdo. Pego coisas minhas e dilato ao contrário. O personagem é um exagerado crível, com fé cênica. Está sendo uma delícia contar essa história”, conclui.