[[legacy_image_344125]] Ao longo da história, crônica e jornalismo sempre se deram as mãos. A proximidade pode ser ainda mais íntima quando o cronista já tem uma longa carreira no jornalismo. Esse é o pano de fundo de Birinaites, Catiripapos e Borogodó (Kotter Editorial), segundo livro de Luís Cosme Pinto, que será lançado neste sábado (23), às 16 horas, na Realejo Livros (Rua Marechal Deodoro, 2, Gonzaga, Santos). “O trabalho de repórter ajuda muito a criar minhas crônicas. A mim não interessava saber só o que aconteceu. Há muitos fatores num acontecimento. Deixo-me levar pela curiosidade. Tento sempre entrevistar pessoas por onde ando. Muitas vezes, vou usar seus depoimentos. Procuro suavizar, tornar importante o que é invisível, humanizar os fatos, que passam a ser minhas histórias”, diz Luís. São 28 crônicas, com uma temática comum: o mundo urbano. Estão lá a vida de uma cobradora de ônibus, o sufoco dos ambulantes da CPTM e dos trabalhadores de aplicativo, um morador de rua, varredores de calçada, petiscos de padaria, casarões históricos, passageiros de transporte público, noitada de aniversário e conversas de botequim. Do mundo profissional, há crônicas em homenagem a companheiros já falecidos, como PHA - Paulo Henrique Amorim. trajetória Luís Cosme nasceu no Rio de Janeiro, em 1961. Formou-se em Engenharia Civil, mas enveredou pelo Jornalismo. Passou pela TV Globo de Bauru, depois, na capital, pelas tevês Manchete, SBT e Cultura. Foi repórter e apresentador de telejornais. Em 1998, foi editor do Jornal Nacional. De 2006 a 2016, trabalhou na TV Record, de onde saiu, voltou para a Globo, foi para o SBT e encerrou a carreira numa última passagem pela Globo – lá, como roteirista do programa Mais Você, da Ana Maria Braga.