[[legacy_image_76527]] “A leitura tem que ser prazerosa, assim como é a música, o cinema e qualquer outro tipo de arte”, acredita a jornalista, psicopedagoga e diretora da Associação dos Escritores e Ilustradores de Literatura Infantil e Juvenil (AEILIJ), Vanessa Campos Ratton. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! Com isso, a relação da leitura nas salas de aula requer cuidados. Pois, de acordo com Vanessa, ao mesmo tempo que as escolas muitas vezes oferecem o livro literário para as crianças de forma gratuita, a obrigatoriedade da leitura e a falta de autonomia de escolha das crianças nas disciplinas podem desestimulá-las a ler. “Acontece de 40, 50 crianças de uma classe serem obrigadas a ler o mesmo livro, escolhido pelo professor. Como se todos gostassem de ler o mesmo gênero... Isso é uma dificuldade”. Portanto, Vanessa enfatiza a importância do fomento de políticas públicas voltadas à leitura infantil, “fazendo os livros literários chegarem na escola além dos paradidáticos”. Com as crianças tendo mais opções de escolha, podendo expressar suas opiniões de forma livre, além de provas e notas, e tendo seus ritmos de leitura respeitados, o interesse pela leitura seria ainda mais evidente nas crianças. “Nós não vamos no cinema e escutamos uma música e depois temos que fazer uma prova. Então, precisamos melhorar a forma como exploramos a leitura literária dentro das escolas”, ressalta.