[[legacy_image_210128]] Uma vilã atrapalhada, que sempre se dá mal com as maldades que comete e que o público amava odiar. Jezebel, de Chocolate com Pimenta, volta ao ar como uma das personagens mais marcantes da longa e bem-sucedida carreira de Elizabeth Savalla. Em entrevista, ela relembra momentos da novela, que reestreia nesta segunda-feira (26), após o Jornal Hoje. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! O que sentiu quando soube que a novela substituiria O Cravo e a Rosa? Fiquei muito feliz quando soube que seria reprisada no lugar de O Cravo e a Rosa. São dois grandes sucessos do Walcyr Carrasco, que sabe lidar muito bem com a escrita, ele é fantástico. Chocolate com Pimenta foi meu segundo trabalho em novela com o Walcyr – antes fiz a A Padroeira – e guardo ótimas lembranças. Foi uma novela maravilhosa, com aquela fábrica de chocolates divina – lembro que a namorada de um dos meus filhos dizia que, toda vez que assistia, tinha que fazer uma panela de brigadeiro para acompanhar, e o problema é que ela assistia todos os dias (risos). A pimenta ficava para a Jezebel, uma pimenta daquelas ardidas, mas maravilhosa. Uma personagem incrível, que eu tive paixão em fazer. A Jezebel é aquele tipo de vilã que o público adora odiar, ela sempre se dá mal com as próprias maldades. O que você recorda do processo de composição? Ela é uma vilã igual às de desenho animado – sabe aquele vilão que sempre se dá mal? Ela faz uma maldade e na hora é descoberta, ou cai alguma coisa na cabeça, leva muito banho de chocolate – nossa, o que eu levei de torta na cara (risos)... A composição foi muito em cima da Belle Époque e da maldade extremamente caricata. É uma de suas personagens mais marcantes? Eu tive muitos personagens marcantes: a Carina, de Pai Herói, da qual muita gente fala até hoje; a Malvina, de Gabriela, que muitos ainda passam por mim e falam, e de alguma forma, as pessoas falam da galeria dos personagens, afinal são 47 anos de Globo. Mas a Jezebel me marcou muito. Quais foram as melhores parcerias com o elenco? Eu tinha uma parceria muito grande com o Ary França e o Ary Fontoura, eles eram maravilhosos. Um fazia o mordomo; o outro, o meu irmão, e nós tínhamos cenas em que deitávamos e rolávamos. Mariana Ximenes, Kayky Brito, Priscila Fantin e Rosane Gofman eram com quem eu mais contracenava. E os outros vilões maravilhosos: Cláudio Corrêa e Castro, Tarcisinho e Ernani Moraes. Um grande elenco. E qual foi a cena que mais a marcou? Tem uma em que havia uma guerra de chocolate na fábrica, e aí o Marcello Novaes jogou uma torta, mas com uma força, que pensei: “Agora quebrei meu pescoço”. Voltei devagarinho, não tinha quebrado, claro, mas eu levei muita torta na cara (risos). São momentos que fazem parte de uma novela tão divertida e deliciosa.