[[legacy_image_95731]] Uma influenciadora de São Paulo há menos de um ano conquista espaço no Instagram por mostrar suas vivências como uma mulher LGBT e com deficiência em uma rede social que,muitas vezes, exclui as minorias.Leticia Guilherme, de 24 anos, faz diferente e ganha o público ao mostrar as marcasde um corpo fora do padrão de beleza eurocêntrico, ou seja, baseado na magreza, traços finos e cor de pele branca. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! Em entrevista para ATribuna.com.br, ela conta que virou influenciadora de um dia para o outro, repentinamente, quandodois amigos a incentivaram a publicar, em novembro do ano passado, o primeiro vídeo para o IGTV com questões sobre o capacitismo, ou seja, o preconceito contra as pessoas com deficiência. A Letícia tem Osteogênese Imperfeita tipo V, síndrome que é responsável por causar fragilidade óssea. Contudo, para a sua própria surpresa, a gravação teve uma repercussão absurda e em apenas dois dias Letícia ganhou 10 mil seguidores. De lá para cá, a influencer investe em publicações variadas desde desabafos sobre sentimentos, vídeos sobre sua rotina a produções de maquiagem. Porém, o que tem mais alcance são as fotos e vídeos de seu corpo. Ela explica que a própria plataforma favorece conteúdos desse tipo, mas que o engajamento conquistado tem a ver com a identificação do público, que não se enxerga em corpo hipersexualizados ou magros demais. "Mostrar o meu corpo é um ato político, porque as pessoas podem ver um corpo diferente". [[legacy_image_95732]] "Mulheres com deficiência não são vistas nem como objetos. A desumanização das pessoas com deficiência ela é muito grande, então nos não somos vistas como corpos possíveis de serem amados, contemplados e respeitados", desabafou. Mas, é justamente quando outras pessoas com ou sem deficiência consomem e elogiam a verdade e a realidade que Leticia transmite em suas publicações que ela diz se sentir lisonjeada. "Eu sinto que eu mostro para os outros que há possibilidades, porque durante muito tempo eu senti que não tinha possibilidades, mesmo sendo uma mulher branca, de classe média alta, só porque eu sou uma mulher com deficiência. Mas, agora, eu sei o quanto acreditar em mim impactou na minha vida, e, consequentemente, no meu psicológico, no meu emocional". Atualmente, Letícia tem um público de mais de 25 mil seguidores no Instagram, audiência que acredita ter conquistado por mostrar a sua história real. "As pessoas seguem alguém no impulso, mas elas seguem alguém pela identificação", finalizou.