[[legacy_image_115294]] Uma tese capaz de mudar a História como a conhecemos: Adolf Hitler teria fugido da Europa e pode ter vivido até o fim de sua vida na América do Sul. A teoria de que o ditador teria um plano de fuga em caso de derrota na 2ª Guerra Mundial, sustentada por supostos acordos militares com os Estados Unidos, justificaria a estadia de Hitler em países como Argentina e Paraguai. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! Inspirados por uma fonte que afirmou ter participado do funeral de Hitler em Assunção, no Paraguai, em 1973 — 28 anos depois da morte registrada do líder nazista, evento que culminou no fim do Terceiro Reich —, os jornalistas santistas Marcelo Netto e Aldo Gama começaram sua própria pesquisa. Os estudos culminaram na obra O Homem que Enterrou Hitler, em pré-venda pela Editora Contracorrente. Em uma saga de 14 anos de pesquisa, a dupla reconstituiu a suposta jornada de Hitler pela América do Sul por meio de documentos e pesquisa de campo. Um bilhete de Juscelino Kubitscheck, descoberto ao acaso durante pesquisa em uma biblioteca de um instituto alemão em São Paulo, ou o endereço de um suposto bunker debaixo de um hotel alemão no Paraguai, tornaram-se evidências de que governantes sul-americanos sabiam que Hitler estava vivo e até o teriam protegido. Durante a extensa busca, a dupla identificou relações entre colônias alemãs no Paraguai com ramificações do Partido Nazista, o tipo de informação que muniu os jornalistas para recriarem o destino do líder nazista. “Um documento aqui, um depoimento ali, uma foto... De repente, o impossível vira improvável, que acaba se tornando uma possibilidade”, diz Aldo. Rota de fugaMarcelo explica como Hitler teria fugido de Berlim, na noite de 28 de abril de 1945 — dois dias antes da data registrada como de seu suicídio — com destino à América do Sul. Ele teria voado de Berlim para a fronteira da Alemanha com a Áustria e, depois, para a Espanha, chegando à Patagônia argentina em 20 de junho do mesmo ano. “No Brasil, ele chega em agosto, mais precisamente no Paraná, após Stálin ter denunciado ao mundo que ele sabia que Hitler estava escondido ‘na Espanha ou na Argentina’ durante a Conferência de Potsdam, em meados de julho. Teriam sido 25 anos vividos na América do Sul após a guerra — cerca de 3 anos no Brasil, 10 anos na Argentina e 12 anos no Paraguai – tendo vindo a morrer no dia 5 de fevereiro de 1971, aos 81 anos, possivelmente numa cidade chamada Los Antiguos, na Patagônia argentina, na fronteira com o Chile”. SepultamentoSegundo a pesquisa dos autores, Hitler ainda teria sido desenterrado do último local e levado de avião para um segundo sepultamento, definitivo, em Assunção, evento do qual sua fonte inicial afirmou ter participado. Aldo desabafa sobre as ramificações da suposta fuga de Hitler, que teria sido acobertada pelos governos americanos vigentes. “A maneira como a América do Sul, representada principalmente com Stroessner e Perón, no Paraguai e na Argentina, recebeu de braços abertos os criminosos de guerra nazistas só não é mais vergonhoso que os Estados Unidos, que acolheram as principais ‘mentes’ do Führer com papel de destaque social”. Desdobramentos Em pesquisa contínua, os autores afirmam que estão prestes a confirmar que um dos hierarcas que teria escapado com Hitler de Berlim, em 28 de abril de 1945, terminou seus dias, na realidade, em solo paulistano. “Buscamos apresentar fatos desconhecidos, como a absorção de nazistas pelo sistema sem maiores questionamentos ou punição, e quebrar a resistência do senso comum criado mais pela conveniência do que pelos fatos”. Seu principal objetivo com a obra é despertar o questionamento sobre o destino do líder nazista e suas consequências políticas, e afirmam estar dispostos a abrir conversas com historiadores para “confirmar ou desmentir” suas teorias.