[[legacy_image_38451]] Um dos grupos musicais mais antigos da Baixada Santista, o Madrigal Ars Viva, completa nesta quinta-feira (29), 60 anos de fundação. O grupo nasceu sob a tutela de Klaus Dieter Wolf e Willy Corrêa de Oliveira e do compositor Gilberto Mendes – que o usou como laboratório de obras para corais por mais de 50 anos. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! Mas as comemorações devem ficar para 2022, depois que o grupo for vacinado contra a covid-19. A pandemia fez com que o trabalho fosse totalmente paralisado. Nem apresentações virtuais foram feitas neste período. “O pessoal não tem esse acesso ou alguém que possa fazer isso por eles”, afirma o presidente da Sociedade Ars Viva, Gilson Francisco, que assumiu recentemente a função na entidade. À frente do coral está o regente Roberto Martins, que ocupa a posição desde 1976. Ele atribui a longevidade do grupo principalmente à dedicação de seus integrantes. “O próprio fato de um grupo amador durar tanto tempo é raro. Fora das grandes capitais, quais outras cidades conseguem manter um coral assim? Eu, por exemplo, escolhi ficar em Santos, não estender minha carreira. É muito raro alguém se dedicar assim, ainda mais de graça”. Planos para o futuro Martins acredita que, como alguns dos participantes já tomaram as duas doses, algumas apresentações com menos gente – tanto no palco quanto na plateia – possam acontecer ainda este ano. “Na próxima semana, vamos começar a fazer alguma peça da renascença. É um pequeno recomeço, mas não podemos pensar em fazer muito além disso. Para cantar, por exemplo, não se pode usar máscara, o que inviabiliza uma apresentação”. Francisco aproveita para garimpar fotos, vídeos e material para formar um arquivo digital do Madrigal, que deve estar disponível até o final do ano. Parte do material já está no canal do YouTube da Sociedade. “A importância do Madrigal vai além de se ter 60 anos. É fazer parte da história da música brasileira”, avalia Martins.