[[legacy_image_170212]] A Gaviões da Fiel desfilará neste sábado (22) o enredo "Basta!", que trata da luta contra o racismo, o fascismo e as opressões, mas, antes de ir à passarela, a agremiação precisou negar uma grande confusão gerada por um dos destaques do desfile. O cabelereiro Neandro Ferreira, que é gay e interpretará um governante fascista, disse que faria o papel de Jair Bolsonaro (PL) na passarela, situação que foi negada pela Gaviões e, nesta quarta-feira (20), pelo próprio Neandro: "Uma brincadeira que virou coisa muito séria". Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! As explicações sobre a confusão foram feitas à reportagem do g1 São Paulo. Em nova versão, o cabelereiro de 55 anos, que mora em Londres, na Inglaterra, ressaltou que a escola o convidou para representar um "governante fascista". "Ninguém falou que eu ia vir de Bolsonaro, falavam só que eu ia vir de um governante, um presidente fascista, que poderia ser qualquer presidente". Neandro ressalta ainda que, por conta própria, informou que desfilaria de Bolsonaro e fez piadas sobre o caso. "Comecei a brincar: vou dar pinta de gay, vou vir sambando, vai ser engraçado". O samba-enredo tem, entre os compositores, o humorista Marcelo Adnet. A letra fala de casos recentes de racismo e ações que vão de encontro com os Direitos Humanos, além de citar nomes de evidência em questões sociais, como o cacique Raoni, um dos pioneiros na luta pela preservação da Amazônia, e Nelson Mandela (Prêmio Nobel da Paz). Confira a letra do samba-enredo da Gaviões: Sou eu....O filho dessa pátria-mãe hostilHerdeiro da senzala BrasilRefém da maculada inquisição Axé meu irmão!O pai de mais um João e de mais um MiguelNa mira da cega justiçaQue enxerga o negro como réuSou eu o clamor da favelaO canto da aldeia, a fome do guetoMeu punho é luz de MandelaNo samba o levante do novo SowetoCacique Raoni da minha genteGuerreiro GAVIÃO, presente!Essa terra é de quem tem maisConquistada através da dorAs migalhas que você me ofereceSó aumentam minha força pramostrar o meu valorMeu lugar de fala, a voz destemidaCabeça erguida por nossos direitosQuando o fascismo do asfaltoÉ opressor à militância por respeitoO ventre das mazelas sociaisAnte ao preconceito vai se libertarVidas negras nos importamO grito da mulher não vão calarMeu Gavião chegou o dia da revoluçãoOnde a democracia desse meu BrasilFaça o amor cantar mais alto que o fuzilEscute o meu clamorOh pátria amadaÉ hora da luta sair do papelBasta é o grito que embala o povoEu sou Gaviões, sou a voz da Fiel*com informações de g1 São Paulo