[[legacy_image_134017]] Imerso em mistério, o curta-metragem Contos e Lendas Vicentinos - Histórias Sobrenaturais resgata o folclore regional, especialmente o vicentino. Em pouco mais de 10 minutos, quatro contos misteriosos são investigados por dois divertidos detetives paranormais, ao mesmo tempo em que são retratados por meio de animações. O público conhecerá, ou se relembrará, da lenda dos sinos, do monstro Ipupiara, da Feiticeira e o conto de Anchieta. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! O filme está partilhado de forma gratuita no YouTube, no canal Viajar, Curtir e Comer. Para ser fiel às lendas, o roteiro foi elaborado a partir de pesquisas na internet, na (agora extinta) Secretaria de Cultura do Município, no Instituto Histórico e Geográfico de São Vicente e, também, vicentinos foram ouvidos em pontos históricos da Cidade. A diretora da produção, a cineasta Lilian Teixeira – que assina artisticamente como Lilian Jolie – conta que as pesquisas in loco resultaram em informações bem curiosas. Ao perguntar para as pessoas sobre a Pedra da Feiticeira, por exemplo, no Itararé, houve quem dissesse haver muitos afogamentos na região, assim como sons de gritos à noite. O Corpo de Bombeiros também foi procurado e alegou que não há, na realidade, um número expressivo de afogamentos nas redondezas. Mas assume que também conhece a lenda em torno da Feiticeira. “E é assim que funciona, um vai contando uma história para o outro e vai se transformando em uma lenda urbana”, diz a diretora. PandemiaRealizada por meio da Lei de Emergência Cultural Aldir Blanc, a produção foi feita no ano passado, em meio às estritas restrições da pandemia. Por conta disso, as gravações foram na própria casa de Lilian, com apenas dois atores e contando com o apoio dos próprios familiares da equipe – como medida de segurança. O cenário, por exemplo, foi feito pela mãe da diretora. “É muito difícil fazer cinema com uma equipe tão reduzida. Esse foi um dos grandes desafios, mas mesmo assim conseguimos enfrentar e manter o cinema ativo, vivo”, ressalta Lilian Jolie. O curta-metragem é voltado a todas as idades e ganhou proporções maiores do que o esperado. De acordo com a equipe, o filme entrou em um projeto da Prefeitura vicentina, chamado Turismo Pedagógico. Por meio desse projeto, crianças fizeram passeios turísticos e, depois, assistiram ao curta na Praça 22 de Janeiro. Além disso, a produção também está sendo usada como material didático nas escolas públicas da Cidade, para abordar o tema das lendas vicentinas. “As crianças escutam muito falar da história da Cuca, do Curupira... mas por que não começar com o nosso folclore?”, questiona Lilian. Para ela, é muito gratificante proporcionar esse pertencimento das crianças com a cidade. “Este é o maior prêmio que a profissão está trazendo para mim”.