[[legacy_image_199884]] O júri da competição internacional do Festival Internacional de Cinema de Locarno, na Suíça, presidido pelo produtor suíço Michel Merkt, concedeu o primeiro prêmio, o Leopardo de Ouro, ao filme Regra 34, da diretora brasileira Julia Murat. O festival terminou no sábado. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! O prêmio veio acompanhado da seguinte menção do júri. “Trata-se de um Pardo de Ouro importante par uma cinematografia como a do Brasil, que já definiu momentos chaves da história do cinema mundial.Um cinema que está na linha de frente para defender a ideia de um mundo mais inclusivo e mais livre. Regra 34 conduz o cinema brasileiro ao esplendor anárquico do ‘cinema marginal’. Uma obra audaciosa e política destinada a deixar uma marca. O corpo torna-se um objeto político”. O feito tem caráter histórico, já que anteriormente, o único longa-metragem brasileiro a conquistar o Leopardo de Ouro foi Terra em Transe, de Glauber Rocha, em 1967. O prêmio Especial do Júri foi para o filme Gigi, A Lei, sobre a vida de um policial numa cidade pacata italiana, uma coprodução da Itália com a França e Bélgica, dirigida por Alessandro Comodin. O prêmio de melhor direção foi para a cineasta costarriquenha Valentina Maurel, diretora do filme Tenho Sonhos Elétricos, uma coprodução da França e Bélgica com Costa Rica. Uma história de divórcio e emancipação da filha adolescente que decide ficar com o pai, pouco antes de perder sua virgindade com um amigo do pai.O prêmio de Melhor Atriz foi para a jovem costarriquenha Daniela Marin Navarro, do mesmo filme, uma jovem que se emancipa e segue os seus sonhos. O prêmio de Melhor Ator foi para o costarriquenho Reinaldo Amien Gutierrez, também pelo filme Tenho Sonhos Elétricos. Ele vive o pai, um tanto poeta, um tanto perdido, sem dinheiro e sem controle de seus nervos. Mais BrasilO melhor curta-metragem de autor foi Big Bang, do brasileiro Carlos Segundo, co-produção com a França, alegoria sobre um limpador de fornos que exerce sua profissão por ter uma estatura diminuta. Menção honrosa com o premio Pardo Verde, da Defesa do Meio Ambiente para o filme de Ana Vaz, É Noite na América, documentário mostrando o desespero dos animais com as invasões das florestas, procurando se refugiar nas cidades.