[[legacy_image_56560]] Um olhar sensível à natureza, unido à vontade de protegê-la, é o que guia o fotógrafo paulistano Mário Barila. Há cerca de 20 anos o profissional tem promovido diversos projetos socioambientais a partir da venda de suas fotografias, expostas nas regiões retratadas. Esse é o projeto Água Vida, pois “sem água, sem vida”. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! Em alusão à Semana do Meio Ambiente, celebrada no início do mês, o Metrô de São Paulo convidou o artista a expor 20 de seus registros na Estação Clínicas da Linha Verde. Além das obras estarem nos corredores, as imagens também estão sendo veiculadas nos televisores dentro dos vagões. A ação Água Vida segue até o fim de julho. As fotos, coloridas e bucólicas, contrastam com a predominância cinza dos metrôs. Para o fotógrafo, elas podem ser “um respiro” para as milhares de pessoas que passarão pela exposição em meio à rotina. “Eu adoraria que não estivéssemos na pandemia para eu ficar lá um tempo, observando as reações das pessoas vendo minhas fotos”, comenta Barila. Ativismo Para ele, o envolvimento nas causas ambientais aconteceu naturalmente. “Vivemos no País que mais está maltratando a natureza. É uma necessidade cada vez maior fazer ações no sentido contrário”. Nos últimos anos, seus projetos resultaram em milhares de mudas de árvores doadas a dezenas de cidades. Como, por exemplo, as mil mudas doadas à Mariana (MG) e 500 à Brumadinho (MG), após os referentes rompimentos de barragens, com consequências trágicas nas cidades. No âmbito social, a venda das fotos de Barila também se reverteu em computadores doados a escolas de comunidades periféricas em Mato Grosso, Piauí, Bahia e em Ilhabela (Litoral Norte). E isso é apenas parte dos frutos de seu trabalho. Durante a pandemia, a verba das obras vendidas está sendo revertida em cestas básicas destinadas a comunidades carentes de São Paulo. É possível acompanhar e contribuir com o Água Vida pelo site mariobarila.com.br. O fotógrafo ainda não fez ações na Baixada Santista, mas diz que começará a pesquisar a região para futuros trabalhos. “Seria o maior prazer”. Confira mais em ATribuna.com.br [[legacy_youtube_kle7uofVBA4]]