[[legacy_image_275109]] Com os objetivos de homenagear um dos maiores expoentes da pintura brasileira, promover a cultura na Baixada Santista e reforçar a importância da preservação do patrimônio histórico ligado à arte na região, um grande jantar foi realizado ontem à noite em Santos em comemoração aos 170 anos de nascimento do pintor Benedicto Calixto. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! A organização do evento foi da Pinacoteca Benedicto Calixto, reunindo 500 convidados no Clube de Regatas Vasco da Gama, na Ponta da Praia. No evento, houve o lançamento da nova logomarca da Pinacoteca, apresentada pelo presidente da Fundação Pinacoteca Benedicto Calixto, Roberto Clemente Santini. Nesse trabalho, a missão era resgatar a história do pintor com um toque de modernidade. "É um prazer muito grande estar como presidente da Pinacoteca Benedicto Calixto. Ele foi um artista que retratou a história de Santos nos quadros dele. Estou feliz por ajudar um pouco a cultura da região com esse trabalho. Hoje, já recebemos 4 mil pessoas por mês na Pinacoteca (no Casarão Branco da Avenida Bartolomeu de Gusmão). Elas participam de cursos, palestras, exposições, tudo de graça. Agora, estamos introduzindo a tecnologia, para que, de casa, as pessoas possam acompanhar esse trabalho". Para a presidente da Associação de Amigos da Pinacoteca, a jornalista Cristina Guedes, o evento foi uma forma de homenagear não só Benedicto Calixto, mas todos que fizeram a sua história permanecer viva até os dias de hoje. “Essa noite representa o resultado de quase quatro décadas atrás, com a criação da fundação, e hoje a gente tenta avançar para que novas ações aconteçam, sobretudo com avanços tecnológicos”. Ela anunciou que, nos próximos dias, um aplicativo permitirá a visitação virtual do Casarão Branco. Outra novidade será um recurso de realidade aumentada, no qual, apontando o celular para um QR Code ao lado das telas do acervo, o público terá uma experiência interativa com mais informações sobre as obras. No jantar, o prefeito de Santos, Rogério Santos (PSDB), destacou os laços eternos de Calixto - nascido em Itanhaém em 1853 - com a terra santista e anunciou o envio de um projeto de lei à Câmara dos Vereadores de Santos para aumentar os recursos destinados pela Municipalidade à Pinacoteca. O pintor morreu em 1927, aos 73 anos. “Ele (Benedicto Calixto) é como muito de nós: não nasceu em Santos, mas o chamamos de santista. Fazemos o mesmo com o Pelé, falamos que ele nasceu aqui, porque ele fez sua arte em Santos, e o mesmo ocorre com Benedito Calixto, que retratou a história de Santos. Estamos mandando um projeto de lei aumentando em 100% a destinação dos recursos que a Prefeitura dá mensalmente à Pinacoteca. Esse é um presente que a Cidade dá em apoio ao cuidado que se tem com as obras de Benedicto Calixto". Para o presidente de honra da Pinacoteca, Geraldo Pierotti, poder acompanhar a evolução das ações culturais em Santos é um privilégio. “Essa gestão do Roberto Clemente Santini está dando um upgrade em vários setores e é muito importante toda essa notoriedade para que a população cada vez mais se aproxime da arte, pois nosso objetivo é justamente esse”, comenta. A presidente do Conselho de Administração da Fundação Pinacoteca Benedito Calixto, Silvia Teixeira Penteado, se disse emocionada com a valorização do Casarão Branco e suas atividades. “É uma emoção muito grande, com certeza essa dupla (Roberto Clemente Santini e Cristina Guedes) há de fazer com que cada vez o Casarão Branco, que muitos ainda passam e ousam não entrar, tenha uma cultura acessível a todos". Casarão BrancoA Fundação Pinacoteca Benedicto Calixto foi criada com o objetivo de guardar as obras de Benedicto Calixto, um dos mais importantes pintores brasileiros dos séculos 19 e 20, que estavam espalhadas pela região. Hoje, a Pinacoteca conta com 70 obras e objetos do artista expostas no Casarão Branco. [[legacy_image_275110]] O famoso imóvel foi construído em 1908 pelo alemão Anton Carl Dick, mas o primeiro morador ficou no local por apenas três anos, vendendo o imóvel para Francisco da Costa Pires. Em 1913, a casa foi vendida novamente. Entre idas e vindas, o casarão serviu como asilo e pensionato, até ser abandonado. Em 1979, a Prefeitura interveio e pediu a desapropriação do local. O imóvel foi restaurado com ajuda dos familiares de Pires e aberto ao público em abril de 1992, sendo tombado pelo Conselho Municipal de Defesa do Patrimônio Cultural de Santos (Condepasa) em 2012. Atualmente, além das obras de Calixto, o imóvel recebe também diversas exposições. Uma delas, Destinos, de José Roberto Aguilar, foi prorrogada devido à grande procura e pode ser conferida hoje e amanhã, das 9h às 18h. São 17 obras em pinturas sobre tela do pintor, videomaker, performer, escultor, escritor, músico e curador. Tudo na Avenida Bartolomeu de Gusmão, 15, Boqueirão, em Santos.