[[legacy_image_63439]] Elliot Page fez história ao tornar-se o primeiro homem trans na capa da revista Time. Em entrevista exclusiva ao veículo, Elliot comentou os desafios de uma transição em meio aos holofotes exaustivos de Hollywood, bem como as mudanças em seu modo de ver o mundo e viver a vida com a liberdade de ser quem é. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! Em 2014, Page revelou ser gay e temia uma repercussão negativa em sua carreira, chegando a considerar "impossível" se assumir publicamente. Em um discurso emocionante em uma conferência sobre direitos humanos, Page falou como era ser parte de uma indústria que coloca "padrões excruciantes" em atores e espectadores. "Existem estereótipos perversos sobre masculinidade e feminilidade que definem como devemos agir, nos vestir e falar". O ator começou a vestir ternos em tapetes vermelhos, se casou em 2018 com Emma Portner e redirecionou sua carreira. Começou a produzir seus próprios filmes LGBTQI+, como Freeheld e My Days of Mercy. Mesmo condicionando seus papéis a um vestuário masculino, ainda sentia-se distante de si mesmo. "Se o desconforto em meu corpo foi embora? Não, não, não, não". Em partes incentivado pelo isolamento massivo forçado pela pandemia, Page sentiu que o momento estava por vir. Inspirado por ícones trans como Janet Mock e Laverne Cox, que encontraram sucesso em Hollywood enquanto puderam viver sua autenticidade, Page se encontrou e fez a revelação. "Eu finalmente pude abraçar que sou transgênero e me permitir viver inteiramente quem sou". Durante a histórica entrevista, Page revelou que sua mãe disse ao telefone que estava orgulhosa do filho. Ele refletiu também sobre essa aceitação familiar. "Ela quer que eu seja quem sou e me apoia completamente. É uma prova de como as pessoas podem mudar", explicou, revelando que sua mãe, filha de um religioso, sempre a encorajava a portar-se como garota na infância. O novo passo com a entrevista de capa na Time dá maior visibilidade à causa trans e aumenta a aceitação de homens e mulheres, que sofrem com altas taxas de violência e discriminação em todo o mundo. Reconhecendo seu privilégio como uma pessoa rica a se assumir e poder realizar uma transição segura, Page refletiu sobre a importância de falar sobre esses assuntos. "Quero usar meu privilégio e plataforma para ajudar das formas que puder".