[[legacy_image_3869]] Em julho completam-se 25 anos da morte do músico e comediante Antônio Carlos Bernardes, o Mussum, eterno integrante dos Originais do Samba e Os Trapalhões. Para celebrar a data, um documentário muito bem produzido chega aos cinemas nesta semana. Em Santos, a exibição de 'Mussum, Um Filme do Cacildis' será no Cinemark Praiamar, até a próxima quarta (dia 10, exceto sábado e domingo), às 19h. Dirigido por Susanna Lira e narração de Lázaro Ramos, a obra esmiuça toda a vida e trajetória artística de Antônio Carlos. Começa na infância pobre, passeia por suas paixões pelo Flamengo e Mangueira, mergulha na relação com o samba e o estrelato como Mussum, integrante dos Trapalhões. Com pouco mais de 1h15 de duração, o filme tem tudo para agradar aos fãs. Para os mais saudosistas, é uma forma de relembrar os grandes momentos. E, para quem ainda não conhece (sim, o público mais novo provavelmente nunca ouviu falar), o documentário é a oportunidade certa para colocar o conhecimento em dia. Após servir à Força Aérea Brasileira por oito anos, Mussum iniciou a longa jornada como sambista. Nos anos 1960, passou a ser o tocador de reco-reco no grupo Os Modernos do Samba, que logo na sequência viria a se tornar os Originais do Samba. Por conta da ligação com a cantora Elis Regina, a mesma aparece dando depoimento na produção. O grupo acompanhou a gaúcha na música vencedora da I Bienal do Samba, Lapinha, de Baden Powell e P.C. Pinheiro. Toda a sequência da vida do músico, humorista e ator, que deixou o Originais do Samba para integrar os Trapalhões, é contada por ele próprio, familiares, amigos e celebridades que conviveram mais proximamente dele. imagens históricas das apresentações musicais e da série de tevê aparecem com frequência ao longo do filme. Mussum morreu em 29 de julho de 1994, após complicações com um transplante de coração. Ele tinha 53 anos.