[[legacy_image_191445]] Era 13 de julho de 1985. Um show que reunia grandes astros da música de todos os tempos, como Led Zeppelin, David Bowie, BB King, Mick Jagger e Phil Collins, era realizado simultaneamente em Londres, na Inglaterra, e na Filadélfia, nos Estados Unidos. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! O Live Aid, cujo principal objetivo era arrecadar fundos para o combate à fome extrema na Etiópia, foi uma das maiores transmissões em larga escala por satélite e de televisão de todos os tempos. Nenhum concerto antes havia reunido tantos artistas famosos; nem no passado nem no presente. A banda Queen abriu o show com a música Bohemian Rhapsody. Freddie Mercury levou o Estádio de Wembley (local do show em Londres) a bater palmas durante Radio Ga Ga e a cantar junto We Are The Champions. A apresentação da banda acabaria sendo eleita em uma enquete como o melhor show ao vivo de todos os tempos. [[legacy_image_191446]] Transmitido para mais de 100 países, estima-se que quase dois bilhões de espectadores tenham assistido às apresentações do Live Aid ao vivo. Porém, ninguém imaginava que, em 1990, duas rádios paulistanas – a 89 FM e a 97 FM – começariam a dedicar o dia 13 de julho ao rock, como forma de lembrar as apresentações icônicas de cinco anos antes. A celebração foi amplamente aceita pelos ouvintes e, em poucos anos, passou a ser popular em todo o País. Assim nascia o Dia Mundial do Rock, como propagaram as rádios, mas que só é comemorado no Brasil. Rock vivoHoje, após 37 anos do Live Aid, o rock permanece firme e forte no mundo. A Baixada Santista acabou conhecida por ser berço de grandes bandas, como Charlie Brown Jr., Zimbra, Surra e Aliados. E o que vem por aí? Neste Dia do Rock, apresentamos uma seleção de bandas do gênero que mantêm o espírito do rock vivo em cada canto da Baixada Santista. [[legacy_image_191447]] Fallup“Eu virei músico por causa do rock. Comecei a ouvir Nirvana no auge dos meus 14 anos e queria imitar e tocar guitarra igual ao Kurt Cobain”, conta Lucas Paes, da banda Fallup. Foi o rock que o fez se imaginar nos palcos e ter um objetivo de vida – e ainda trouxe muitos amigos. Além de Paes, a banda é formada pelo vocalista Vinicius Tornincasa, Marcelo Medina na guitarra, Ítalo Porpeta no baixo, Erick Manrique na bateria e Gabriel Guidolin como guitarrista, tecladista e DJ. “Nossas principais influências são as bandas de rock que marcaram os anos 2000, como Linkin Park, Foo Fighters e Pearl Jam”, enumera Paes. A Fallup é uma banda tributo, ou seja, faz covers de outras bandas justamente para reviver o rock. “Tudo que eu faço hoje é porque há mais de 10 anos eu decidi escutar Smells Like Teen Spirit”, relembra Lucas Paes para explicar que sua banda favorita é Nirvana. “O rock não morreu e não vai morrer. Uma das provas disso é que temos muitas bandas novas surgindo para honrar o estilo. Também várias séries, como Stranger Things, e filmes, como o novo Batman, possuem o rock em suas trilhas sonoras”. [[legacy_image_191448]] SuperbravaA banda surgiu em 2018, mesclando o emo dos anos 90 o pop-punk e o rock alternativo. “Decidimos sintetizar aquilo que estávamos sentindo naquela época: fazer música, sem preocupação com opiniões ou rótulos”, explica Rodrigo Dido, compositor e guitarrista. Essa vontade resultou no primeiro EP, chamado Todas as Cores, em que acreditam expressar a sua arte de forma sincera e criativa. Além de Dido, a Superbrava é composta por Moisés Alencar (bateria), Vinícius Frutuoso (guitarra), Fábio Carcavalli (baixo) e Vicente Anacleto (vocais). Para eles “o rock é libertador, é um gênero que incomoda, que acalma, que instrui e destrói”. E, assim como todas as tendências, o rock tem seus altos e baixos. “Cabe a nós, que consumimos, manter o rock sempre quentinho nos nossos corações; e como artistas, nos manter sempre ativos e em constante produção”, afirma Dido. “O rock nunca vai morrer enquanto houver alguém que esteja disposto a apoiar. A gente sabe que hoje em dia shows e bandas de rock são muito menos populares do que em outros tempos, mas estamos aí ao lado de muitas outras bandas e artistas que estão batalhando e criando suas músicas”, crê o vocalista. Music Box“A Music Box veio de outra banda santista (a Via Rock). Desde muito nova eu acompanhava meus pais nos shows desses músicos com quem hoje divido o palco”, explica Carol Germano, de 28 anos, vocalista do grupo. [[legacy_image_191449]] Para Carol, o rock não é apenas um gênero musical, ele é um estilo de vida que engloba tudo. “Ele também tem uma questão de tribos urbanas, da forma como cada tribo se veste e se mostra para o mundo. Possui tantas vertentes que é até fácil se perder”. Além da vocalista, a Music Box é formada pelos músicos Percy Castanho (vocal e guitarra), Ed Jardim (vocal e baixo), Luiz Ramos (vocal e teclado) e Bruno Soares (bateria); cada um trazendo uma influência diferente, desde o rock clássico até grunge e punk. “O rock sempre envolveu festivais de música que acompanharam movimentos políticos que fizeram uma enorme diferença na humanidade e para nós, como músicos e ouvintes do gênero musical, o rock é um estilo muito plural e isso faz com que a gente estude e aprecie muito para levar sempre essa música para as seguintes gerações”, explica vocalista de cabelo vermelho. Karma 13A banda de pop-punk hardcore que se formou em 2016 é composta pelos guitarristas Okazuka e Johnny Freitas, pelo baixista Lucca Martins, por Pedro Marques na bateria e Bruno Sappy nos vocais. [[legacy_image_191450]] As principais influências da Karma 13 fluem de acordo com o momento e o som que cada integrante está ouvindo, mas as bandas que moldam o estilo são The Story So Far, Belmont e Knuckle Puck. Para o vocal das músicas Reticências, Chuva e Sigo Assim, o rock é mais que um estilo musical. “É uma forma de expressar e, diferente do que muitos pensam, a cena ainda respira forte, com muitas bandas boas e originais”.