[[legacy_image_164071]] O papel de vilã caiu nas mãos de Bárbara Paz em Além da Ilusão. Na novela das 18h da Globo, a atriz interpreta a ambiciosa e manipuladora Úrsula, que quer se casar com Eugênio (Marcello Novaes) para ganhar um sobrenome de peso e, futuramente, herdar a fortuna dele. Dona de um passado misterioso, a mãe de Joaquim (Danilo Mesquita) é capaz de passar por cima de qualquer pessoa em nome dos interesses dela e do filho. Na entrevista a seguir, a atriz gaúcha, de 47 anos, reflete sobre as maldades de Úrsula em Além da Ilusão e analisa as atitudes da personagem na novela de Alessandra Poggi. Bárbara ainda comenta sobre os jovens talentos do elenco e o que diferencia a mãe de Joaquim das outras vilãs que interpretou. A artista também detalha como está sendo o processo de gravar durante a pandemia e as adaptações necessárias. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Você acha que, durante a trama, as pessoas conseguirão ver um lado mais humano da Úrsula?Dependendo do ponto de vista, a Úrsula é uma vilã. Todo ser humano, porém, tem um coração. No começo, ela é uma mulher muito misteriosa, ninguém sabe sobre o passado dela. Chega nessa família como uma espécie de governanta e cuida do Eugênio como se fosse esposa dele. A personagem trabalha na casa, mas quer ser da família. É ambiciosa e apaixonada por esse homem, mas ainda mais por dinheiro e ter um nome. Como você analisa as atitudes dela?Não a vejo como uma pessoa bipolar, mas que está focada no que quer e tem muitos lados. Todo mundo tem um pouco de vilania e a Úrsula busca o que deseja. Não vai sossegar tão cedo. Mas também joga com essa coisa do humor... Ao longo da história, será desvendado quem ela é. Na primeira fase, você contracenou com jovens que estão começando a carreira, como Thiago Voltolini e Sofia Budke. O que pode dizer dessa nova geração?Os jovens têm um frescor, uma espontaneidade que é primorosa. É uma troca porque alimenta a gente. Ninguém está ali à toa. Essa geração parece saber tudo e é uma enciclopédia. Isso passa para o público, que se identifica. A sua última novela foi O Outro Lado do Paraíso, de 2017 a 2018. O que diferencia a Úrsula das outras vilãs que já fez?Estou muito feliz de voltar às novelas. São quatro anos longe, então achei que não sabia mais fazer. É um prazer atuar. A Úrsula é uma vilã de um folhetim das seis de época, que te permite o lúdico. Procuro fazer algo mais suave e não só a bruxa má. É bom rever por onde a gente começou, a libertação da mulher nos anos 1940. É diferente, porque posso experimentar coisas novas, como em todo trabalho. Estou buscando mais uma vilã aqui dentro de mim. Por conta da pandemia, a novela sofreu com uma série de atrasos e um ritmo de gravações diferente do habitual. De que forma isso interferiu no trabalho?Não interferiu, porque a gente teve de fazer do mesmo jeito, mas foi se adaptando. A produção se virou em um milhão de pessoas para readequar o roteiro, diariamente, quando alguém testava positivo para covid-19. É um novo modo de fazer. Os atores são as peças. Somos um time e precisamos estar juntos. Acho que conversamos mais e fomos obrigados a nos unir.