[[legacy_image_232116]] O rock, o brega e o psicodélico se juntaram e formaram a banda brasileira LunaLibre. Com referências de nomes como Os Mutantes, Los Hermanos, Pink Floyd e Reginaldo Rossi, o grupo lança o álbum Amasso, encerrando a trilogia de EPs que marcam a estreia do grupo, em que exploram um lado mais romântico das composições, flertando com temas políticos e existenciais. Além de Amasso, o grupo com Thiago Lucas (baixo e voz), Vicente Jacomini e Rafael Pacheco (guitarras), Gustavo Carvalho (teclado e efeitos), Thiago Gomes (bateria e samplers) e Gustavo Guanaes conta com mais dois EPs, HUM (2020) e Queria Que Você Gostasse (2022), um single e três videoclipes. Neles, a banda explora e abusa da mistura de letras sentimentais e sonoridades psicodélicas, como riffs (repetições melódicas), distorções, reverbs, delays e programações eletrônicas. O inícioLunaLibre estreou no final de 2020, durante a pandemia. Mas tudo começou a criar forma quando quatro técnicos de áudio que trabalhavam na mesma produtora decidiram se unir e formar uma banda para fazer aquilo que mais amam: tocar música. “Eu já tinha algumas canções compostas pelo caminho e resolvi começar a produzir pra ver onde chegaria. Como eu e Doug (Gustavo Guanaes) éramos colegas de turno na madrugada. A banda, ainda sem nome, começou com nós dois”, explica o baixista e vocalista Thiago Lucas. Debut fragmentadoAo invés de lançar um álbum de uma vez, a banda optou por uma estratégia ousada e decidiu produzir o debut fragmentado em três EPs. “Os três são resultado de uma música produzida de cada vez. Tínhamos uma parte sendo mixada pelo Doug e outra por Vicente. Veio a pandemia e como o Doug estava finalizando o HUM em casa, ele conseguiu entregar as quatro músicas antes do Vicente entregar o Queria Que Você Gostasse. Foi uma questão do acaso que virou estratégia”, explica o vocalista. Ele relata que os dois primeiros projetos da banda ficaram prontos praticamente juntos. “São da mesma leva”. Já Amasso saiu com uma proposta um pouco diferente, tanto sonora quanto de estilo. “É um trabalho um pouco menos fragmentado e mais sóbrio. Também foi mais democrático, todo mundo deu pitaco em tudo”. ModernoO lançamento de LunaLibre é uma crônica moderna atemporal. E não: uma coisa não anula a outra. De acordo com Thiago Lucas, existem questões que sempre vão martelar nossa sociedade, nossos sonhos e angústias. “As mazelas do capitalismo e os desejos adolescentes nunca sairão da cabeça nem do peito das pessoas sensíveis que são capazes de se afetar. Somos uma banda de rock com um tempero psicodélico e brega. Mas temos uns sambas também, porque dançar é gostoso demais”. Agora, a banda planeja “tocar e tocar e tocar” para alcançar o máximo de pessoas com os três EPs de estreia. O baixista e vocal do grupo diz que eles estão satisfeitos e felizes com essa estreia. “Queremos emocionar, queremos tocar as pessoas, queremos divertir e entreter”.