[[legacy_image_78526]] Entre teatro, novelas, séries, minisséries e filmes, Dalton Vigh já experimentou diferentes texturas e formas do entretenimento audiovisual. Com a nova dinâmica de pandemia, voltou aos palcos virtualmente como protagonista do espetáculo O Urso, do autor russo Tchekhov, em parceria com o Grupo TAPA, além de voltar às telinhas nas reprises de O Clone e Fina Estampa. Em entrevista exclusiva ao jornal A Tribuna, o veterano com passagem por Santos relembra grandes momentos de sua carreira e avalia novas experiências profissionais durante a pandemia. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! Com uma vasta carreira na televisão, como foi para você revisitar reprises simultâneas de suas novelas durante a pandemia? Costumo dizer que rever trabalhos antigos é uma viagem no "túnel do tempo". Como se tratava de trabalhos feitos em diferentes momentos de vida e de carreira, uma de vinte anos atrás (O Clone), outra de dez (Fina Estampa) e uma atual (As Aventuras de Poliana), a autocrítica ficou um pouco de lado e assistir esses trabalhos foi mais como "retratos de épocas" que me fizeram viajar ao passado e lembrar de vários momentos que vivi. Você se adaptou ao formato online com o espetáculo O Urso. Como foi essa experiência? Foi muito interessante, principalmente por ser um formato diferente de teatro e também diferente de televisão. Acredito que essa nova forma de apresentação se assemelhe ao que era o antigo Teleteatro, que fez muito sucesso na televisão nas décadas de 50/60. Como se tratava de uma Comédia e a reação da plateia é fundamental para que percebamos se estamos agradando ou não, o nosso "termômetro" foi a própria equipe que fez o possível para segurar o riso e não interferir na captação de áudio... Como avalia essa transição dos espetáculos presenciais para o meio digital? Você acha que esse formato deve continuar no teatro após a pandemia? Acho que foi a melhor saída para que muitos pudessem sobreviver com os teatros fechados, mas não acho que substitui a experiência de estar no palco com a plateia presente, tanto para os atores quanto para o público. Quando chegarmos ao controle da pandemia e a liberação dos teatros for decretada, acredito que o teatro online pode ser uma ótima alternativa para se assistir espetáculos de outros estados e até de outros países, e também é uma grande oportunidade para as produções atingirem mais pessoas e divulgarem seus trabalhos em diferentes praças. Como a mudança de formatos na transição da TV aberta para o streaming impactou a carreira dos atores televisivos? Na minha opinião, gerou mais campo de trabalho, ou seja, trouxe mais oportunidades para todos, não só atores, e rompeu o monopólio das TVs abertas. Não consigo enxergar perdas com essa mudança, acho que tanto o público quanto os profissionais da área foram beneficiados, pois existem mais opções de entretenimento e de colocação no mercado de trabalho. [[legacy_image_78527]] Você sente muita diferença na demanda do público? Acho que nunca se consumiu tanto entretenimento quanto nos dias de hoje, principalmente no formato de séries. Pode nos contar mais sobre seu personagem em 'Sem pai nem mãe'? Como está a expectativa para a estreia? Faço o ex da namorada do protagonista (Alexandre Nero), um secretário do meio ambiente muito ativo nas redes sociais que aparece só para atrapalhar sua vida. Como é a sua relação pessoal com o streaming? Nesses últimos anos tenho assistido mais desenhos e filmes infantis, e também documentários sobre o mundo animal junto com os meninos. Acho legal acompanhar as histórias e conhecer os personagens que eles gostam, é uma forma de acessar o universo deles e também de passar conceitos de moral, ética e comportamento, aproveitando as situações retratadas nos enredos e no comportamento dos animais. Como tem sido sua rotina na pandemia? Nós trocamos de casa no meio da pandemia. Após alguns meses num apartamento alugado aguardando o término das obras, finalmente nos mudamos para o definitivo e agora estamos redescobrindo outra rotina, ainda lidando com os retoques finais, pequenos detalhes que só são percebidos após a mudança. Você ou alguém de sua família enfrentou a covid-19? Já estão vacinados? Meu cunhado foi infectado e precisou ser entubado, mas já se recuperou. Foi um grande susto que abalou toda a família. Já tomamos a primeira dose e meus sogros, as duas. Você chegou a morar em Santos por parte da infância e juventude com sua mãe e avó. Onde morou? Ainda tem familiares na região? Logo que chegamos, fomos morar no Embaré, na Rua Constâncio Vaz Guimarães. Depois moramos na Avenida Ana Costa, perto da linha da máquina (essa só quem é de Santos conhece) e depois, na Rua Roberto Sandall, na Ponta da Praia. Tenho um sobrinho, tios e primos da família do meu padrasto. Você costuma retornar à cidade? Tem boas lembranças daqui? Tenho muitas lembranças dos anos que morei aí. Depois do falecimento da minha mãe em 2018, as visitas a Santos diminuíram. Mas como sou canceriano e nostálgico, então às vezes entro no Google Maps e visito os lugares onde morava e frequentava só para matar saudades. Chegou a buscar oportunidades em Santos, no início de carreira? Como ator, não. Na época não existia muito mercado, nem em teatro, nem em TV. Quais são seus planos e projetos para 2021? Com a pandemia, ficou um pouco difícil traçar planos e projetos, mas existe a possibilidade de apresentar outra peça online com o Grupo Tapa ainda esse ano.