[[legacy_image_36457]] Chegou o grande dia! A cerimônia mais aguardada do cinema, com todo seu glamour e grandes títulos do ano, finalmente está entre nós. Encerrando a temporada de premiações com um pequeno atraso do calendário tradicional, por conta da pandemia, a 93ª edição do Oscar acontece hoje, com transmissão a partir das 20h pela TNT e entrega dos troféus por volta das 22h. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! Em um ano atípico, claramente a premiação está cercada de feitos inéditos. A começar pelo próprio formato da cerimônia, que mesmo após muitas incertezas por conta da pandemia de covid-19, acontecerá presencialmente em múltiplas localidades. Segundo os produtores da premiação, a edição deste ano será “um filme em vez de uma transmissão televisiva”. Com no máximo 170 convidados, a premiação será mais intimista do que nos anos anteriores. O tradicional Dolby Theatre, desenhado para a premiação, será palco apenas das apresentações musicais. Enquanto isso, os prêmios serão entregues na Union Station, um espaço ao ar livre que receberá as estrelas em sistema de “rodízio” para serem agraciadas com seus troféus. Os indicados que foram impedidos de viajar aos Estados Unidos devido à covid-19 poderão receber os prêmios em outras cidades, como Londres, que contará com equipes da Academia a postos para a entrega de estatuetas. Outra novidade é que este ano não haverá apresentador único. O cineasta Steven Soderbergh, responsável pela produção da cerimônia (e curiosamente, diretor do filme Contágio, de 2011, que retrata justamente uma pandemia), assegurou que toda cerimônia será feita de forma segura e organizada, com cada indicado se sentindo ‘um personagem’ da grande noite, em uma entrega que deve durar até três horas. Nenhum dos indicados fará seus agradecimentos via Zoom, como o método adotado por outras premiações da temporada. Este ano, apenas quatro fotógrafos foram credenciados para registrar as estrelas na Union Station, evitando a aglomeração costumeira do tapete vermelho. Todos os convidados terão direito a um convidado, sendo assessores e empresários vetados. Os pares deverão vir no mesmo carro, e uma equipe de maquiadores e cabelereiros estará disponível para retocar todas as estrelas, sem acompanhamento de equipes particulares. Curiosidades Muitos feitos inéditos podem ocorrer nesta edição, que já contou com várias quebras de tradição. A primeira delas é a indicação póstuma e favoritismo de Chadwick Boseman, que compete na categoria de Melhor Ator por A Voz Suprema do Blues. Ele é apenas o oitavo ator a receber uma indicação póstuma em toda a história da premiação, e se vencer, será o terceiro – sucedendo Heath Ledger e Peter Finch. Ainda nas categorias de atores, esta pode ser a primeira vez em 23 anos que os vencedores de Melhor Atriz e Melhor Ator sejam do mesmo filme. Isto porque Viola Davis e Chadwick Boseman são a dupla mais cotada. Viola já é a mulher negra com maior número de indicações ao Oscar na vida, e se vencer junto a Chadwick, será uma das poucas duplas a conquistar o marco. Depois de tantas manifestações por uma premiação mais representativa nos últimos anos, finalmente podemos ter uma situação inédita no Oscar: todos os favoritos por melhor atuação pertencem a grupos étnicos minoritários, o que seria um feito grandioso para diversidade racial no Oscar. No total, nove atores e atrizes de minorias étnicas foram indicados entre as 20 vagas disponíveis. Pela primeira vez, na categoria de Melhor Ator, a maioria dos indicados não é branca. Outro feito inédito em termos de representatividade é a indicação de Emerald Fennell e Chloé Zhao em Melhor Direção, respectivamente por Bela Vingança e Nomadland. A última mulher a vencer na categoria, entre oito indicadas em 93 anos de premiação, foi Kathryn Bigelow, em 2010, por Guerra ao Terror. Além dessa categoria, as duas cineastas podem fazer história como a primeira edição em que as duas categorias de roteiro sejam vencidas por mulheres (sendo Nomadland, de Chloé Zhao, o favorito para Melhor Roteiro Adaptado, e Bela Vingança, de Fennell, para Melhor Roteiro Original). Façam suas apostas Melhor Filme Nomadland: Favoritíssimo da temporada, Nomadland foi o grande vencedor do Producers Guild of America (PGA), o prêmio do Sindicato dos Produtores, que é um dos mais fortes indicadores do Oscar. O longa existencialista de chloé zhao tem tudo para fazer história este ano. Melhor Diretor Chloé Zhao: Vencedora do Directors Guild of America (DGA), prêmio do Sindicato dos Diretores, além da vitória histórica no Globo de Ouro, chloé Zhao é a favorita ao prêmio pelo ótimo desempenho em Nomadland. Ela será a segunda mulher a vencer como Melhor Diretora em 93 anos de premiação. Melhor Atriz Viola Davis: Esta é, provavelmente, a categoria mais coringa da noite. São cinco atuações primorosas, de veteranas a estreantes. Apesar de Frances McDormand ser considerada favorita por Nomadland e Andra Day ter o Globo de Ouro a seu favor, Viola Davis levou o SAG (prêmio do Sindicato dos Atores) por A Voz Suprema do Blues, o que pode ser um forte indicador do resultado. Melhor Ator Chadwick Boseman: Mesmo no páreo atuações incríveis, é quase certo que o prêmio póstumo vá para Chadwick, pela energética interpretação de Levee em A Voz Suprema do Blues, seu último filme em vida. Além de reconhecer seu talento, o prêmio também seria a maior homenagem possível ao ator. Melhor Atriz Coadjuvante Youn Yuh-Jung: Interpretando um papel chave no drama familiar Minari, Youn Yuh-Jung desbancou Olivia Colman e Glenn Close no SAG e no Bafta. por isso, deve fazê-lo novamente no Oscar, emplacando boa parte das indicações recebidas na temporada. Melhor Ator Coadjuvante Daniel Kaluuya: É difícil escolher entre Daniel Kaluuya e Lakeith Stanfield, ambos indicados por Judas e o Messias Negro. Porém, esta é a categoria mais favorável para o filme na cerimônia - e entre os dois, com certeza Kaluuya leva vantagem pelo brilhantismo de sua atuação. Melhor Animação Soul: Provavelmente a escolha mais certa da noite é que o mais recente filme da Disney Pixar seja o grande vencedor. Além da qualidade da animação, o enredo emocionante também favorece o longa, que levou tanto o PGa de melhor filme de animação como o Annie Awards, conhecido como “oscar da animação”. Melhor Filme Internacional Druk: Vencedor do Bafta e lembrado em outras categorias importantes do Oscar, como de Melhor Direção, a comédia dramática dinamarquesa Druk (nos EUA chamada de Another Round) deve levar a melhor na categoria internacional da premiação.