Fãs lotaram o ginásio da Associação Atlética dos Portuários (Reprodução/Instagram) Em turnê que celebra os 40 anos de fundação e marca o encerramento das atividades, o Sepultura se apresentou em Santos no último sábado (10), na Associação Atlética dos Portuários. Em duas horas de show, o público reverenciou a maior banda de heavy metal do Brasil e ganhou uma apresentação impecável. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! A banda local DZRock abriu os trabalhos mesclando composições próprias e covers. Às 23 horas, Andreas Kisser (guitarra), Paulo Jr (baixo), Derrick Green (vocal) e Greyson Nekrutman (bateria) subiram ao palco quebrando tudo com Refuse/Resist, que, segundo Scott Ian, guitarrista do Anthrax, um dos ícones da música pesada mundial, poderia ser a trilha sonora do apocalipse. Em seguida, a não menos emblemática Territory, cujo refrão foi cantado a plenos pulmões pela plateia. A elas se seguiu Propaganda – todas as três são do álbum Chaos A.D., de 1993, que tornou o Sepultura uma das bandas mais importantes da música pesada no mundo todo. Em seguida, o setlist começou a mesclar músicas de todas as fases da banda, criada pelos irmãos Max e Igor Cavaleira em Belo Horizonte. Da era Derrick Green, que já dura 26 anos, eles foram felizes ao escolherem petardos como Phantom Self, Kairos, Means to an End, Mind War, Choke e Convicted in Life. Como a noite era de celebração, houve homenagens. Recém-recrutado pela banda após a ida de Eloy Casagrande para o Slipknot, o norte-americano Greyson Nekrutman, de apenas 22 anos, tocou vestindo a camisa do Santos personalizada com seu nome às costas – ele tinha ido à Vila Belmiro à tarde conhecer um pouco da história do Santos Futebol Clube. Outro homenageado foi Pepinho Macia, filho de Pepe, o Canhão da Vila e um dos expoentes do cenário roqueiro local. No meio do show, Andreas Kisser dedicou a música Escape to the Void a ele. Trata-se de um som dos primórdios da banda, do tempo em que ela era thrash metal raiz. Emocionado, Pepinho compartilhou a cena em sua conta no Instagram momentos após o show. Com a apresentação se aproximando fim, os fãs puderam relembrar a instrumental Kaiowas, criada para homenagear a tribo indígena do Mato Grosso do Sul. E cantaram e pularam ao som de clássicos como Dead Embryonic Cells, Biotech is Godzilla, Troops of Doom, Inner Self e Arise. Para fechar a noite, duas canções do álbum Roots, o mais popular da banda: Ratamahatta e Roots Bloody Roots, ambas de 1996, gravadas com a percussão de Carlinhos Brown e a Timbalada. A turnê, batizada de Celebrating Life Through Death (Celebrando a vida através da morte), continua pelo menos até o final do ano. Já houve shows no exterior e agora a banda se concentra em rodar pelo Brasil. Fica, a partir de agora, a expectativa se os irmãos Cavalera vão topar fazer uma última apresentação conjunta. Andreas já se mostrou favorável à ideia, mas Max não se empolgou.