[[legacy_image_339180]] O Brasil acaba de ganhar mais um Patrimônio Cultural. O chorinho foi reconhecido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), em reunião do Conselho Consultivo do órgão, e foi registrado no Livro das Formas de Expressão. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! “Esse marco histórico fortalece o desenvolvimento e manutenção do Choro, utilizando para isso políticas públicas e programas educacionais que transcendam gerações”, afirma Luiz Antonio Pires, vice-presidente do Clube do Choro de Santos que, ao lado dos clubes do Choro de Brasília e do Rio de Janeiro, foram signatários da petição ao Iphan. “Mais que um estilo musical, o choro é uma forma de reunir amigos e confraternizar, bem à moda brasileira de compartilhar alegria, cantando e tocando”, encerra. Caldo culturalDe acordo com o parecer técnico que analisou o pedido de registro, o choro é uma prática complexa e diversa, presente em todas as regiões do Brasil e disseminada em outros países. O primeiro antecedente histórico significativo para seus processos de desenvolvimento é o surgimento das atividades de impressão musical a partir da década de 1830, que publicavam os chamados ‘ramalhetes’, coleções para piano contendo músicas de salão de grande popularidade na época. Esse repertório se dividia em três categorias: gêneros ligados às diásporas africanas no eixo Brasil-Portugal (como fados, lundus e modinhas); gêneros de danças de salão europeias (como polcas, valsas, schottisches, quadrilhas); e gêneros relacionados às diásporas africanas no eixo América Espanhola e Europa (a habanera, o tango e a contradança). O choro nasceu das transformações e das criações das classes populares urbanas, no final do século 19, a partir desses três grandes grupos de repertório. Nesse processo, os músicos brasileiros incorporam instrumentos de tradição portuguesa, como o cavaquinho e o violão. Já o termo ‘choro’ vem da maneira chorosa de se tocar as músicas estrangeiras, o que levava os apreciadores a se referirem a elas como “música de fazer chorar”.