[[legacy_image_134342]] Diversidade cultural e o anseio de se conectar com as pessoas são dois aspectos que podem definir a carreira da cantora e compositora Adriana Mezzadri. Nascida no Peru mas moradora do Guarujá há cinco anos, a cantora terá sua música Saudade na versão dublada da minissérie Passaporte para Liberdade, que estreia na Globo na próxima segunda-feira (20), sob direção de Jayme Monjardim. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! A minissérie retrata a história de Aracy de Carvalho, uma brasileira que entrou para a história ao ajudar judeus a escaparem do nazismo durante a Segunda Guerra Mundial. O enredo da minissérie tem tudo a ver com a canção Saudades, que Adriana escreveu durante a pandemia a pedido de um amigo. “Eu queria escrever uma música sobre saudade, num conceito mais amplo, mais reflexivo, falando sobre o ciclo da vida e tudo o que a gente está vivendo e como o amor e a solidariedade têm que salvar e ajudar o outro nessa hora”, explica. Adriana conta que mandou a música para o diretor sem o intuito de ter a canção na série, mas, para a surpresa dela, Monjardim a ligou dois dias depois e disse que estava apaixonado pela música. AntigoA parceria da cantora com o diretor já possui duas décadas. Segundo Adriana, o início dessa jornada começou quando ela havia acabado de voltar de uma viagem aos Estados Unidos, em 2001, e viu as chamadas da novela O Clone na televisão. A cantora tentou de todas as formas colocar sua música, Marcas de Ayer, na novela, mas a trilha sonora já estava concluída. No entanto, a canção chegou a Monjardim por meio de uma conhecida e o diretor se encantou instantaneamente. “Ele disse que a minha voz era a que ele estava procurando há anos. Ele me ligou e disse “sua música vai entrar na novela. Sua vida vai mudar a partir de agora”, relembra. Os dois também colaboraram em A Casa das Sete Mulheres, América, e no filme Olga. ApoioFilha de pai brasileiro e mãe peruana, Adriana conta que sua paixão pela música começou com o apoio da família. “Meu pai sempre me falava que quando ele era pequeno, gostava tanto de cantar que, com nove anos, subia no topo da árvore da casa dele para ficar cantando lá em cima para todos ouvirem”, diz. Quando a cantora tinha nove anos, sua família se mudou para o Peru. Lá, Adriana participou de zarzuelas, um gênero lírico-dramático parecido com a ópera, que alterna entre cenas faladas e cantadas. Seu passado multicultural se manifestou em seus trabalhos posteriores, que exploram o lírico e melodias folclóricas latinas, com músicas cantadas em português e espanhol. MissãoFoi na viagem aos Estados Unidos, em 2001, em que Adriana compreendeu sua verdadeira missão com a música. Adriana havia ido aos Estados Unidos negociar seu primeiro álbum e estava ansiosa pelo resultado. No entanto, a cantora ficou presa em um aeroporto americano devido aos atentados de 11 de setembro, com apenas três malas e um violão. Algumas pessoas viram o instrumento e pediram para ela cantar.Outras pessoas se juntaram A ela. “Se eu tiver a minha voz e alguém pedindo para eu cantar, essa que é a minha missão. Eu não vou mais me importar quando que vai sair meu disco, se vai ser lançado, se não vai. É isso que eu tenho que fazer”, ressalta.