[[legacy_image_48429]] A banda santista Novos Praianos lançou nesta segunda-feira (24) o EP e documentário Caramba, Onde Você Irá Dançar? - assim como suas iniciais mostram, uma alusão a forma como a covid-19 afetou o cenário musical na Baixada Santista. Com cinco músicas inéditas, além do curta de 30 minutos, a banda discute sobre temas sentimentais e sociais latentes durante o isolamento. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! Segundo o vocalista Edmir Mamer, suas principais inspirações vieram da quarentena. "Durante a primeira onda, o isolamento social nos despertou vários sentidos e sentimentos inéditos, já que nossa geração nunca havia vivido uma pandemia e era algo que até então só tínhamos visto nos filmes". Cada faixa do disco tem relação com algum desses sentimentos. "A primeira faixa, Solidão, foi inspirada justamente nessa reflexão sobre os nossos sentidos, além de um olhar cuidadoso sobre o desamparo vivido por algumas pessoas em isolamento". "No pensamento de superação, nasce Samba Balboa, um brasileiro lutador do dia a dia, que apesar de apanhar constantemente da vida, encontra forças para continuar". Nessa faixa, também se inspiraram em vários lutadores nacionais, como Popó, Esquiva Falcão e Eder Jofre. Para Outro Dia, refletem sobre a vida dois no isolamento, com o "anseio de sentir o calor da presença de quem amamos e claro, sempre tentando buscar soluções na esperança de dias melhores". Já em Correntezas, vai ainda mais fundo pensando em perdas familiares. "A palavra de referência dessa faixa é 'resiliência'. Saber entender que os problemas vão acontecer e nos resta enfrentá-los da melhor forma possível". Na versão ao vivo, conta com nova roupagem, cheia de swing e variações rítmicas. Por fim, Quem Sou Eu pensa na identidade do brasileiro. "Baseia-se no sentimento do povo, conhecido por ser carnavalesco, quando perde uma grande parte de sua identidade e se vê privado de viver uma de suas maiores comemorações nacionais". Desenvolvimento do filme O documentário foi uma grande conquista para a banda, que já tinha as músicas prontas. Com o projeto pronto, arriscaram uma realização em parceria com a Secretaria de Cultura de Santos e conseguiram, contemplados pela Lei Aldir Blanc. "Quando nos vimos com tal oportunidade em mãos, buscamos pessoas com conhecimentos técnicos específicos para nos ajudarem nessa construção, principalmente músicos da região que estavam passando por um hiato musical, já que os bares e casas de show estavam fechados por conta da pandemia". Impossibilitados de produzir presencialmente, os músicos encararam o desafio. "A experiência de produzir um EP e um documentário em meio à pandemia foi totalmente única e diferente de tudo que já vivemos. Mesmo sabendo de todas as dificuldades e restrições que nos esperavam, cumprimos a distância todas as etapas que foram possíveis. Algo difícil quando o assunto é uma banda e a química acontece presencialmente". Ao fim do projeto, o saldo é positivo. Segundo Edmir, todo o processo serviu como uma grande lição. "Tudo é possível quando o sentimento é genuíno dentro da gente. Mesmo com todo esse cenário negativo devido à pandemia, conseguimos aproveitar as oportunidades e crescer como pessoas. Juntos, abrimos portas e pulamos todo e qualquer obstáculo que aparecia na nossa frente. Acho que o sentimento é de plenitude, por termos conseguido findar esses dois projetos com alegria e sorriso no rosto". O cantor complementa com uma homenagem aos entes queridos que partiram durante esse momento. "Alguns de nós tivemos perdas durante esse período, então no final, decidimos dedicar essa conquista a todas as pessoas tão especiais que agora nos ouvem lá de cima", completou.