[[legacy_image_50167]] Crianças santistas têm se destacado no cenário internacional da dança, caso dos bailarinos Samyra Abbas, de 11 anos, e Luke Gazal, de 8 anos, ambos da Escola Engenharia da Dança. Neste mês, os dois participaram da final on-line do Global Dance Open, um festival que reúne bailarinos de todo o mundo. Além disso, neste domingo (30) eles vão ao palco pela primeira vez desde o começo da pandemia. Samyra conquistou o 2º lugar na categoria Show Dance da competição, sendo a menina com maior pontuação do pódio. A classificação rendeu uma bolsa de estudos na Urdang Academy, em Londres, válida até ano que vem. A bailarina, sorridente e animada, diz estar ainda mais estimulada a treinar e melhorar. Para seguir nessa nova aventura, sua mãe, Iralu Abbas, pretende fazer campanhas de arrecadação - assim como fez no ano passado, antes da pandemia, quando eles venderam brigadeiros, rifas e buscaram por patrocínios para que Samyra conseguisse participar de um festival na Alemanha, o Tanzolymp, que foi convidada. “Por meio da dança ela está conhecendo novas culturas e países que não teria a oportunidade de conhecer. Tudo está sendo muito enriquecedor para ela”, diz Iralu, orgulhosa da filha que se dedica à dança desde os 5 anos de idade. Aprendizado Já Luke acabou ficando em 4°lugar na final da Global Dance Open. O resultado foi encarado como um aprendizado para o dançarino e sua mãe, Letícia Gazal, que é professora na escola. “Ficar em 4° lugar mostrou que ele está muito bem para uma criança de 8 anos em um cenário internacional e que, também, pode melhorar muito”. O pequeno grande dançarino, que subiu aos palcos pela primeira vez aos 3 anos de idade, tem interesse em danças urbanas, como hip-hop e street dance. Retomada Após mais de um ano sem subir aos palcos, Samyra e Luke se apresentam em um festival presencial com 24 outros bailarinos da escola, hoje, no Festival de Dança de São Paulo, no Teatro Gamaro. Além de novas coreografias em solo e em conjunto, Luke dançará O Pequeno Padawan e Samyra Metamorphosis, que foram apresentadas por eles virtualmente durante o Global Dance Open. “Depois de tanto tempo sem dançar em um palco vai ser como se fosse a 1° vez. Só de pensar já dá um friozinho na barriga”, diz a bailarina.