[[legacy_image_263142]] Dois profissionais de comunicação e professores. Uma é designer. Outro é jornalista. Dois amantes do cinema. Ela, enquanto designer e professora, também passou a ter o cinema como parte integrante de suas profissões. Com ele, ocorreu o mesmo, na atuação como produtor cultural e crítico de cinema. Audrey Duarte e André Azenha amam a experiência cinematográfica em suas várias possibilidades: do entretenimento à reflexão, da ida com pessoas queridas a curtir filmes sozinhos. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! A liturgia da experiência cinematográfica despertou neles também a paixão por Santos, sua ruas, seus bairros, suas pessoas. E decidiram, no livro Santos, Seus Bairros, Seus Cinemas (Cinezen Edições Literárias), trazer este amor à sétima arte e sua relação com a cidade onde cresceram, vivem e trabalham. O livro terá seu lançamento com uma tarde de autógrafos hoje, a partir das 16h, no Cine Café do Cine Roxy 5 (Av. Ana Costa, 443, Gonzaga). O livro, de caráter introdutório, conta com 76 páginas. O valor é R\$ 30. NostalgiaSegundo os autores, Santos, Seus Bairros, Seus Cinemas não tem a pretensão de ser um registro histórico, afinal, não é feito por historiadores nem segue os devidos métodos para poder ser considerado assim. Nem é, também, um produto jornalístico na acepção do termo, por mais que seus autores venham da área de comunicação. Santos, Seus Bairros, Seus Cinemas é regado à memória afetiva, nostalgia. Uma nostalgia de pessoas que obviamente não viveram o início do século 20 e muitas de suas décadas. Porém, que amam o assunto e têm a vontade de trazê-lo à tona. Nas páginas, o leitor poderá encontrar verbetes sobre o Cine Roxy (o “herói da resistência” e, por isto mesmo, o cinema com o maior número de páginas na obra), Cine Indaiá, Cine Iporanga, Cine Alhambra, Cine Atlântico, Cine Ouro Verde, Cine Polytheama Rio Branco (depois Paramount), Cinema Theatro Dom Pedro, Cine São José, Cine Carlos Gomes, Cine Teatro Coliseu, Cine Júlio Dantas, Cine Teatro Guarany, Cine Caiçara, Cine Gonzaga, Cine Itajubá, Cine Caiçara, Cine Independência, Cinema 1, Cine Praia Palace, Cine Astor e tantos outros que fazem parte da história santista. Há ainda depoimentos de profissionais que trabalham o tema: o jornalista Sergio Williams, cujo site Memória Santista foi fonte de pesquisa; Waldemar Lopes, crítico de cinema e professor; Eduardo Ricci, produtor cultural que criou o Cineclube Lanterna Mágica e o Cineme-se; e Marcia Okida, designer e professora idealizadora do projeto Cine Surpresa. Há ainda um depoimento da assistente social Ângela Cristina Piedade Medeiros, selecionado após pesquisa feita em grupos de memória santista no Facebook. Também é resgatado um relato do crítico Rubens Ewald Filho (1945-2019) sobre como o cinema salvou sua vida.