[[legacy_image_111667]] Com criação e direção de Miguel Falabella, dois artistas da Baixada Santista embalam a nova série musical da Disney+, O Coro – Sucesso, Aqui Vou Eu. O ator Lucas Wickhaus, de 26 anos, e a coreógrafa Bárbara Guerra, de 32 anos, terão papéis de destaque na produção – que estreia na plataforma de streaming da Disney em 2022. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! No caso de Lucas Wickhaus, que começou sua vida nos palcos há cerca de 10 anos no Teatro do Kaos, tradicional coletivo de Cubatão, seu papel é de protagonista: Jorge. O personagem tem senso ético marcante, e Lucas o caracteriza como “um defensor das coisas em que acredita” . Além disso, assim como acontece com o artista em sua vida pessoal, Jorge possui uma forte relação com a mãe, que se mostra presente em suas conquistas. O ponto-chave do jovem na trama da série, no entanto, é a descoberta da paixão, que mexe com sua postura “e com esse ‘ser’ que ele estava construindo até então”. Para Lucas Wickhaus, está sendo muito especial reviver a emoção de um primeiro amor – através do personagem. Mas a experiência de estar na série vai muito além do papel: Lucas encara a oportunidade como um presente. “Talvez seja a primeira vez no audiovisual que eu, como artista negro, esteja interpretando um outro artista com tamanha humanidade e subjetividade. Um personagem que tem conflitos, por ser humano”, diz, com serenidade e firmeza. Em vez de Jorge estar com uma arma na mão, em uma situação limite ou de extrema violência – estereótipos a que muitas vezes é dado ao ator negro interpretar –, o personagem “está amando, cantando e sendo amado. Ele está vivendo uma história de amor, tendo uma relação linda com a mãe e está sonhando”. BastidoresPara Lucas, que tem o teatro como sua casa, mas que também é apaixonado pelo cinema independente, estar em uma série da Disney+ foi como cair de paraquedas, de forma abençoada, “como tudo na minha vida”, brinca. Ele diz que sempre gostou de cantar, e essa essência musical é de sangue. No teste de elenco esse talento foi explorado e, após várias etapas, Lucas conquistou seu espaço na produção. Desde julho, ele e o restante da equipe estão em processo de preparação artística. Agora, a série já está na etapa de gravações. De segunda a sexta, diariamente, são cerca de 12 horas passadas dentro do set.“É a primeira vez que estou em uma produção desse tamanho, e é um mix de sensações. Estou muito feliz”. Com relação à direção de Falabella, Lucas rasga elogios. “A direção de Miguel Falabella é uma grande festa. Ele é muito energético, atento e extremamente bem-humorado”. Ele acredita que a série é uma espécie de declaração de amor, de Falabella ao teatro musical. A série terá nove protagonistas e eles passam por situações desafiadoras, que têm a ver com seus sonhos. “São dificuldades e obstáculos bem complexos. São personagens densos”. Com relação às músicas, haverá uma forte presença da música brasileira. “Vejo a produção, também, como uma carta de amor à Música Popular Brasileira (MPB)”, acredita Lucas. Grandes clássicos, divas e mestres da MPB serão revisitados ao longo da primeira temporada. Mas também há algumas canções originais. “Essa série vem em um momento em que a arte está tão desacreditada, e os artistas tão maltratados. Então ela vem para mostrar o quanto nossa arte é bonita e potente”. “Esse trabalho é muito importante para mim, porque ele destrói estereótipos do que se espera de jovens negros” - Lucas Wickhaus, ator “Um dia, no camarim ele (Miguel Falabella)me convidou para a série e falou que tinha escrito um papel para mim”, conta Bárbara da Silva Guerra, que interpreta Cristina em O Coro.Assim como a artista da Baixada Santista, Cristina é coreógrafa. “Me identifico com a forma que ela lida com a profissão e o comprometimento com o que está sendo feito”, ressalta Bárbara, que reconhece a personagem como uma mulhersexy e segura. Essa é a primeira vez que Bárbara atua em uma série musical, mas tem uma constante trajetória em teatros musicais – dançando, produzindo e coreografando. Foi nas coxias destas apresentações em São Paulo que ela conheceu Falabella e eles se tornaram amigos – e agora são até sócios em outra produção. “Várias vezes me pego agradecendo a oportunidade de estar dando vida na ficção ao que na minha vida pessoal é uma realidade”. Sobre a série, ela diz que não tem como o público não se apaixonar. “Quem curte esse universo do teatro musical eda arte vai ficar encantado!” - Bárbara Guerra, coreógrafa