[[legacy_image_64388]] Trabalhadores da Cultura de São Vicente que foram contemplados em editais da Lei Aldir Blanc para desenvolver projetos no município estão preocupados com os prazos para execução dos trabalhos. É que pelas regras da lei emergencial, eles teriam até o final deste mês para concluir os projetos. Mas a implantação de uma fase mais restritiva no Plano São Paulo e o lockdown implementado na Baixada Santista fizeram com que muitos espaços públicos voltassem a fechar, o que impossibilitou algumas ações previstas pelos artistas. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! O Movimento Amplo Cultural de São Vicente, que reúne alguns dos artistas que tiverem projetos aprovados pela Aldir Blanc, enviou uma carta manifesto à Secretaria Municipal de Cultura, pedindo que os prazos iniciais fossem prorrogados, a exemplo do que ocorreu em Santos e Praia Grande, cujos novos prazos vão, respectivamente, até maio e setembro. “O prefeito Kayo Amado, via decreto, suspendeu, por tempo indeterminado, as aulas presenciais do município. Se a gestão que comanda a prefeitura entende ser inviável, no momento, as aulas presenciais, por que trabalhadores da Cultura seguirão trabalhando a fim de cumprir prazos passíveis de prorrogação? Alguns projetos demandam, para sua realização, encontros físicos, que, neste momento, ficam inviáveis, por conta da pandemia e do baixo índice de vacinação no Brasil”, pontua o documento enviado pelos artistas à administração municipal vicentina no início da semana. “Pedimos prorrogação para a conclusão de alguns projetos e a Secretaria ainda não nos deu uma resposta oficial a respeito, mas, informalmente, nos garantiram a prorrogação da entrega para o final de abril”, afirma o músico Rogério Baraquet, que faz parte do Movimento Amplo. “Estão desde o dia 1º de março respondendo que vão prorrogar pela situação do retorno do fechamento por conta da pandemia. Desde a fase roxa (do Plano São Paulo), estamos proibidos de executar os projetos, mas a Prefeitura não lançou junto ao decreto a oficialização da prorrogação como fizaram as demais cidades”, reforça Vanessa Rajomes, que teve o projeto Revista Anjos Escultores contemplado pela lei emergencial. “no setor jurídico” No ano passado, a Prefeitura habilitou 132 projetos, entre titulares e suplentes, que receberam, em janeiro deste ano, valores entre R\$ 5 mil e R\$ 24,5 mil para a sua realização. No total, São Vicente recebeu do Governo Federal R\$ 2,2 milhões para aplicação na Lei Aldir Blanc, entre projetos selecionados em editais e espaços culturais. Por nota, a Prefeitura informa que “compreendendo o período de crise sanitária por conta da pandemia de covid-19, que tem afetado diversos setores, já solicitou junto ao setor jurídico a prorrogação da data de execução e prestação de contas dos projetos premiados pela Lei Aldir Blanc. Agora a secretaria aguarda o retorno, que deve sair em breve”.