[[legacy_image_85436]] Todos os dias, o artista Alisson Colen Rodrigues, de 25 anos, natural de Minas Gerais, garante o próprio sustento e da família de uma forma diferente: nos semáforos de Santos, em cima da corda bamba como equilibrista e malabarista. Ele é um dos exemplos entre tantos espalhados pelas ruas do Brasil e do mundo da arte da sobrevivência. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! [[legacy_youtube_APTVFFuW4EQ]] Equilibrar-se diariamente foi a escolha que Colen fez para a vida, quando ainda era uma criança. “Desde pequeno eu queria ser artista, porque eu não me encontrava em nenhum lugar. E hoje, por meio do equilibrismo e malabarismo eu apresento a arte”. Veja mais detalhes na videorreportagem a seguir. Alisson faz apresentações rápidas, na troca entre o sinal verde e vermelho dos semáforos, com uma velocidade que foi conquistada aos poucos, ao longo dos últimos três anos, entre treinos em casa e performances para transeuntes. “Eu tinha uma corda e dois pés de goiaba no fundo de casa, aí eu amarrei a corda e comecei a treinar. Aos poucos, a corda ficou fácil e então comecei a aprender o malabares também”. Mas, se a dinâmica entre o próprio corpo e a corda que o sustenta (literalmente) diariamente exige esforço e disciplina, a rotina de trabalho de cerca de seis horas por dia, que pode mudar conforme com o público e a previsão do tempo, trouxe ensinamentos sobre a rua. Ele conta que já foi surpreendido por pessoas que o tentaram derrubar, enquanto se apresentava, e também por reclamações de quem ainda não entende que arte é uma forma de trabalho, que coloca comida na mesa. “Não estou roubando, fazendo nada de errado”, desabafou. “Tem dias que eu trabalho uma hora direto, de acordo com o movimento (...). Tem que ter bastante fôlego, tem o sol quente e chuva, bastante coisa que eu tenho que prestar atenção durante a apresentação”, acrescentou. Contudo, mesmo com as dificuldades, Alisson não mede esforços para levar sua arte para diversos lugares – além de Santos, já passou por cidades do interior e litoral de São Paulo, além da região Sul do País – e sonha em fazer parte de uma companhia artística. Enquanto isso, permanece nas ruas, onde cria o seu próprio espetáculo. “Como eu sou um artista eu tenho que mostrar a minha arte e o maior palco do mundo é a rua, onde está o público mesmo. Então eu saio para rua para trabalhar e quem sabe um dia alguém fale que eu sou muito bom e me leve para trabalhar”, finaliza.