[[legacy_image_272975]] O artista de blues Filippe Dias lança no próximo mês o disco vinil de seu álbum Dias, fruto de parceria com a marca de uísque Jack Daniels. Na obra, ele toca guitarra, piano, contrabaixo, órgão hammond e piano elétrico. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! O show de lançamento será em 26 de julho, no Bourbon Street Music Club, em São Paulo. Na última semana, graças a este último trabalho, o músico santista venceu pela segunda vez o Prêmio Profissionais da Música, na categoria Artista de Blues. “Não posso deixar de mencionar também Enielse Oliveira, baixista, e Johnny Thunder, baterista. Meus fiéis escudeiros que estão juntos comigo nessa jornada e compartilham do mérito desse prêmio”. A ideia do disco surgiu da vontade que tinha de fazer um trabalho conceitual, em que todas as músicas conversassem entre si. “Tem uma série de álbuns importantes na história da música que vão por esse caminho, como Dark Side of the Moon do Pink Floyd e Pet Sounds dos Beach Boys. Hoje em dia não é algo tão comum de se ver”. O tema central da obra é o tempo. “Queria que o tempo fosse a ideia central do disco e que a narrativa do álbum tratasse dessas transformações que o tempo traz”. PandemiaA produção teve início em 2019, porém foi interrompida pela pandemia. Segundo o músico, a pausa fez parte do enredo da obra, que foi lançada em junho de 2022. “As próprias transformações que esse tempo da pandemia trouxe nas minhas vidas pessoal e artística acabaram se tornando parte dessa história. Um exemplo disso foi a vontade que tive de colocar uma orquestra de 32 músicos nas duas últimas músicas do disco, algo que não fazia parte da ideia original e que só aconteceu por conta do que vivemos nesse período”. O artista considera este o trabalho mais significativo que realizou, unindo toda sua pesquisa dentro do blues, com influências do rock, soul, folk e música brasileira, trazendo pluralidade para o trabalho. “É bonito ver as coisas que você tirou da cabeça sozinho em um quarto ganhando vida”. Segundo o artista, o destaque é o arranjo orquestral, feito por seu produtor, Amleto Barboni. O álbum foi produzido de forma analógica - o que integra o conceito do disco - no estúdio de gravação Mosh Studios. “Usamos o processo analógico na era digital. Gravando na fita magnética, algo que acaba falando indiretamente sobre o tempo também. Então foi um processo mais milimétrico, mais cuidadoso em termos de engenharia de áudio”.