[[legacy_image_224604]] Mais da metade de seus 14 anos de vida Kauê Rocha Smith usou para se dedicar ao piano. Oito anos de prática possibilitaram ao jovem ser um “virtuose” na execução de obras consideradas difíceis pela maioria dos músicos. Esse talento só foi descoberto por conta da avó dele, que presenteou o neto quando ainda tinha 3 anos com um teclado infantil que fazia sons de animais. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! “Eu ficava um tempão lá sentado tocando (o teclado), fazendo barulho com ele”, lembra Smith. “Meus pais perceberam que eu tinha mãos grandes e perguntaram se queria fazer aulas de piano. Daí, quando eu tinha 6 anos, falei que queria”, explica o jovem talento ao contar como trocou o teclado infantil por um instrumento de verdade. Kauê Rocha Smith começou em uma escola de música da Baixada Santista. Depois de um tempo, decidiu fazer aulas particulares para se aperfeiçoar ainda mais e mais rapidamente. “Lembro que a professora me ensinou algumas canções populares e ajudou a tocá-las”. Mas, após a dificuldade de encontrar horários para aulas, que funcionassem tanto na agenda da professora particular quanto na de Smith, ele teve que ir para outra escola, na qual recebeu um treinamento clássico. PortasDe acordo com o garoto de 14 anos, esse repertório clássico foi essencial para conseguir entrar em uma das melhores escolas de música do Brasil e referência no ensino de música brasileira, a Emesp Tom Jobim, em São Paulo. “O processo seletivo foi um pouco complicado. Fiz a prova em 2021 para conseguir cursar neste ano. Para a primeira etapa, tive que enviar um vídeo tocando duas músicas. Já na segunda etapa, eu toquei lá na sede para uma banca”. Em maio de 2022, Smith foi chamado para iniciar as aulas e, hoje, vai para São Paulo todas as sextas-feiras. EscolaComo todo adolescente, Kauê precisa ir à escola. Ele está no oitavo ano do Ensino Fundamental. Para o jovem, não é difícil conciliar a rotina de estudos da escola com o seu amor e compromisso com o instrumento de teclas. “Eu vou para a escola no período da manhã e na parte da tarde pratico piano. Às vezes até pratico outros instrumentos, como violoncelo e violino”. Mesmo com a rotina agitada de um estudante prestes a entrar no Ensino Médio, Smith pratica piano todos os dias por, no mínimo, duas horas. “Mas há dias em que me empolgo e toco muito mais”, admite. SonhosO jovem pianista escuta os mais variados estilos musicais, mas revela o seu amor pela música clássica. “Desde quando entrei na Tom Jobim, fui apresentado a vários compositores e me encantei com todos eles”. Smith diz que gosta bastante de tocar músicas do compositor alemão Johann Sebastian Bach. “Toco Bach principalmente pelo desafio, pois são músicas consideradas difíceis”. Para Smith, era quase impossível imaginar o nível onde está hoje. “Eu tocava só pelo meu hobby. Com o passar do tempo, fui percebendo que tinha um potencial para a música, e desde então, comecei a tentar desenvolver cada vez mais”. Ao ser questionado sobre planos para o futuro, Kauê Rocha Smith não hesita: “Me vejo, no futuro, tocando para uma grande plateia. Espero que esse sonho se realize logo”.