"Eu acho que levar alegria, amor e respeito é o meu maior objetivo com o meu trabalho", afirma Tiago Abravanel (Vanessa Rodrigues/ AT) Muito mais do que neto do apresentador e empresário Silvio Santos, morto em 17 de agosto, aos 93 anos, Tiago Abravanel é um artista em todas as facetas possíveis. Ele esteve recentemente em Santos, no centro de convenções, na noite de entrega do 22º Prêmio Top of Mind, promovido anualmente pelo Grupo Tribuna como um reconhecimento às marcas mais lembradas do público da Baixada Santista, em seus segmentos. Nos bastidores, ele conversou com a Reportagem, falou da carreira e, claro, de Silvio Santos. O artista múltiplo como você é, cantor e ator, por exemplo, não era tão valorizado no Brasil. Isso mudou, felizmente, ao longo do tempo? Ainda acho que existe muito preconceito por conta dos segmentos. Acho que as pessoas ainda ficam muito... Ou é ator ou é cantor... Exato, ainda existe essa resistência. Mas quando a gente entende que fazer o nosso trabalho, entregar o que a gente sabe fazer e aquilo que a gente acredita, quebra os preconceitos, é só a gente não desistir. Então eu continuo fazendo o meu trabalho, tanto como ator, produtor, diretor, ator e cantor, para entender que fazer o trabalho de verdade, se jogando de coração, é o que importa. E a quem estiver disposto a receber e se envolver, eu agradeço. Essa multiplicidade te permite fazer uma série de situações e personagens. Há alguma que você, dentro desse espírito, pare e pense: ‘puxa, ainda quero fazer isso’? É difícil, porque, com os anos de carreira, já fiz muitas coisas, mas ainda tem várias. Por exemplo, eu nunca fiz um vilão como ator. É uma coisa que eu tenho vontade de fazer. Ainda tenho vontade de dirigir mais espetáculos. Tive a oportunidade de dirigir agora o Hairspray, o musical com que eu estou em cartaz (no Teatro Renault, na Capital, até 1º de dezembro), mas quero poder trabalhar mais nessa área. O cinema é uma área que eu quero também aproveitar mais e me jogar. A área do entretenimento, experiência. Então, por exemplo, eu tenho um sonho de ter um parque de diversão. Eu não fico quieto. Gosto de me mexer muito, de criar, trazendo sempre alegria, respeito e amor pelas pessoas. Você perdeu Silvio Santos como família, era seu avô, mas o Brasil inteiro o perdeu. E, a propósito do Top of Mind, ele é alguém que vai ficar na lembrança de todos. Colocando a cabeça para funcionar, qual a lembrança que fica e qual que você acha que ele gostaria que ficasse dele? Eu acho que a maior lembrança é o sorriso, a maneira de trazer alegria para as pessoas. A risada dele é inesquecível e quando a gente via, quando a gente lembra do Silvio Santos dando risada, automaticamente colocamos um sorriso no rosto, porque eu acredito que se teve uma coisa que meu avô fez brilhantemente foi levar alegria para as pessoas. E é isso que você faz também, não? Você se sente Silvio Santos também? É uma grande inspiração para mim. Eu acho que levar alegria, amor e respeito é o meu maior objetivo com o meu trabalho, independentemente da área que eu esteja trabalhando. Então, isso me inspira muito e sempre vai inspirar todo mundo que trabalha na área da comunicação, da arte e do entretenimento.