As dores causadas pelos zumbidos nos ouvidos podem ser fortes (Adobe Stock) A labirintite é um distúrbio que atinge cerca de dois milhões de brasileiros por ano. De forma resumida, a condição é resultado da inflamação de uma estrutura no ouvido interno que é responsável pelo equilíbrio e importante na audição, chamada ‘labirinto’. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! A condição pode ser causada por diferentes fatores, como infecções virais ou bacterianas, estresse, alterações metabólicas e até doenças autoimunes. Além disso, a labirintite pode não ser debilitante, ou seja, o diagnóstico e tratamento corretos costumam garantir uma recuperação satisfatória. A prática de hábitos saudáveis e atenção ao controle de doenças crônicas são fundamentais para evitar novas crises e manter a qualidade de vida. É válido destacar que, caso os sintomas persistam ou se agravem, é essencial buscar orientação médica. Pesquisas indicam que a detecção precoce com um diagnóstico preciso pode evitar complicações futuras como perda auditiva irreversível e abscessos (bolsas de pus que se acumulam) cerebrais. A Tribuna compilou detalhes de tudo que envolve a labirintite, confira: Causas Infecções virais: gripes, resfriados ou infecções respiratórias podem atingir o ouvido interno. Infecções bacterianas: menos frequentes, mas graves, normalmente ocorrem após otites. Distúrbios metabólicos: diabetes, hipertensão e alterações nos níveis de colesterol podem afetar a saúde do labirinto. Estresse e ansiedade: o sistema nervoso e o equilíbrio estão interligados, e crises emocionais podem desencadear ou agravar a labirintite. Uso de medicamentos ototóxicos: alguns antibióticos ou anti-inflamatórios podem prejudicar a audição e o equilíbrio. Sintomas Vertigem: sensação de que o ambiente está girando, acompanhada por dificuldade em se equilibrar. Tontura e desequilíbrio: dificuldade para caminhar ou ficar em pé. Náusea e vômitos: as crises de vertigem frequentemente desencadeiam desconforto gastrointestinal. Zumbido no ouvido (tinnitus): percepção de um som constante, como um apito ou chiado. Perda auditiva parcial ou temporária: ocorre em alguns casos, especialmente quando há infecção no ouvido interno. Sensação de pressão no ouvido: como se o ouvido estivesse tampado. Como evitar Controle de doenças crônicas: manter condições como hipertensão e diabetes sob controle reduz o risco de problemas no ouvido interno. Evitar estresse e ansiedade: técnicas de relaxamento, como meditação e exercícios físicos, ajudam a prevenir crises. Cuidado com infecções respiratórias: tratar gripes e resfriados precocemente pode evitar que afetem o ouvido. Reduzir o uso de medicamentos ototóxicos: conversar com um médico sobre alternativas mais seguras. Boa hidratação: manter o corpo bem hidratado ajuda na circulação sanguínea, o que favorece a saúde do ouvido. Tratamentos Medicamentos: anti-vertiginosos, para aliviar tonturas, antieméticos para controlar náuseas e vômitos. Corticosteroides, para casos inflamatórios graves. Antibióticos, se a causa for uma infecção bacteriana. Fisioterapia vestibular: indicada para reabilitar o equilíbrio e minimizar crises futuras. Terapias psicológicas: apoio emocional e manejo de ansiedade, especialmente se as crises estiverem associadas ao estresse. Reposição de líquidos: importante para combater a desidratação provocada por vômitos, comuns nos casos de tontura.