[[legacy_image_220350]] Depois de deixar em 2014 o Chiclete com Banana, para investir na sua carreira solo, Bell Marques foi aos poucos encontrando o seu próprio caminho e a sua nova identidade longe da banda que o consagrou e à qual se dedicou durante 30 anos. Como ele mesmo diz, na entrevista a seguir, não foi uma transição fácil, principalmente na etapa inicial, mas, hoje, o cantor e compositor baiano comemora os bons frutos que colheu de lá para cá. Parte disso tem a ver com apostar em projetos diferentes ligados à música, como o Vumbora Pro Mar, cruzeiro focado no axé idealizado por Bell, que teve a sua primeira edição em 2021 e retorna na temporada deste ano, saindo do Porto de Santos no próximo dia 18. A programação inclui, ao longo de três dias, shows de Timbalada, Harmonia do Samba, É o Tchan, Rafa e Pipo Marques (filhos de Bell), além lógico da apresentação do idealizador do projeto, que, no cruzeiro, vai dividir o palco com Durval Lelys. No bate-papo, Bell Marques fala, inclusive, dos planos para o Carnaval 2023. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Além de se apresentar no Vumbora Pro Mar, você tem alguma outra ligação com o cruzeiro?Eu sou o idealizador do projeto e, em parceria com a Promoação Eventos, tornamos esse sonho realidade na temporada de cruzeiros do ano passado. Estou 100% envolvido com a minha equipe, da escolha das atrações até a definição do formato das festas. Enfim, eu procuro participar de tudo. Qual é o balanço que faz, hoje, da sua carreira solo?Para mim, o saldo é bastante positivo. No começo, quando deixei o Chiclete com Banana após o Carnaval de 2014, foi complicado. Foi necessário um tempo para entender como os fãs estavam recebendo a novidade, mas, no final das contas, me senti muito abraçado. Posso afirmar, hoje, que a minha carreira solo é um sucesso total. O que planeja daqui para frente?Eu estou sempre pensando em novos projetos, tendo ideias e, na medida do possível, as coloco em prática. Por exemplo, o Vumbora Pro Mar foi uma dessas ideias, que começou em 2021, abrindo a temporada nacional de cruzeiros, e cresceu ainda mais neste ano. Em 2023, terei outras novidades. Uma delas envolve a retomada do Carnaval de Salvador no ano que vem: vou lançar o Bloco de Quinta. Na sua opinião, qual é o segredo para o axé se manter relevante ao longo do tempo?Acho que a música baiana cativa pela sonoridade e pela energia. Cada artista dá o seu toque especial, a sua cara, mas a percussão, a levada, a vibração, de um modo geral, acabam sendo algo muito único, e que conquista as pessoas. O axé sempre foi plural. O termo foi inventado de uma forma pejorativa inicialmente, no entanto ganhou força. Por mais que a minha música não seja igual, por exemplo, à do (Carlinhos) Brown, à da Ivete (Sangalo) ou à da Margareth (Menezes), todos nós somos parte da música popular brasileira produzida na Bahia e, como artistas, estamos em um processo de constante reinvenção, tendemos a trazer e a testar novas sonoridades, a nos atualizarmos ou, então, a resgatarmos coisas. Tem uma história marcante com algum fã ou folião?Fico muito feliz de ter celebrado muitas uniões, de participar de várias histórias de amor. Isso acontece até mesmo no trio elétrico. Para você ter ideia, houve um Carnaval em que o casal pediu a minha “bênção”. Eu acho algo engraçado, me divirto com tudo isso, mas, ao mesmo tempo, me orgulho de poder, com a minha música, levar alegria e amor para as pessoas. É realmente gratificante. [[legacy_image_220351]] Um reencontro após 28 anosNa edição deste ano do Vumbora Pro Mar, Bell Marques se apresenta junto com Durval Lelys, vocalista do Asa de Águia que, enquanto o grupo está em recesso, investe na carreira solo. E o show no cruzeiro marca o reencontro dos dois, depois de 28 anos sem cantarem juntos. “Estou muito feliz de dividir o palco com esse grande parceiro que é o Durvalino. Nosso primeiro encontro aconteceu em 1994. Posso dizer que será um presente pra lá de especial para os nossos fãs”, afirma Bell. Durval acrescenta: “É sempre uma alegria dividir o palco com o Bell, trocar energia com ele. Achamos que, com a retomada dos shows e do Carnaval, seria muito bacana juntarmos um pouco das nossas histórias”. Por causa da agenda de shows, Durval tem viajado bastante pelo País, e está bem ansioso para voltar a se apresentar no Carnaval de Salvador, no próximo ano. “A minha carreira foi construída no Carnaval e foi difícil não participar da festa por dois anos. Ela é diferente, faz falta. Acho que o Carnaval de 2023 tem tudo para ser um dos melhores da história. As pessoas estão com saudades”, arremata.