[[legacy_image_215044]] Santé! Estive na edição 2022 da Prowine SP e presenciei uma feira impecável, uma grande oportunidade para estar próximo dos maiores produtores mundiais de vinho. Adianto que, nesta edição, me dedicarei apenas aos vinhos produzidos no Brasil. Eu já tinha ideia da grandeza que encontraria no evento. Que orgulho e satisfação conversar com os já conhecidos e com os novos proprietários e enólogos tão engajados com o vinho nacional. Logo na entrada, fui recebida pelas representantes da Ponto Nero e pude provar em primeira mão o espumante Enjoy, da uva Alvarinho, de um frescor e acidez perfeitos. Jones Valduga, superintendente da Domno Wines, importadora de vinhos com a assinatura da Casa Valduga, me serviu todas as novidades da Ponto Nero: os espumantes varietais Gewürztraminer e Moscato Brut e ainda o rosé Cabernet Franc, da linha Enjoy. Ao lado de Daniel Místico, sommelier da Casa Valduga, provei espumantes que permanecem 24 meses em autólise (*), como o Nature, Extra Brut e Brut, vinhos perfeitos na enogastronomia. Ainda nesse estande, provei a cerveja Leopoldina, Italian Grape Ale, que na composição tem mosto de vinho Chardonnay; apreciei bastante. Visitei a ala dos rótulos de inverno da Anprovin – Associação Nacional de Produtores de Vinhos de Inverno, criada pelo enólogo Murillo de Albuquerque Regina, ex-pequisador da Epamig (empresa de pesquisa agropecuária de Minas Gerais). A associação conta ainda com a expertise da enóloga Isabela Peregrino. A Anprovin foi iniciada em 2016 com objetivo de unir produtores e fortalecer a viticultura nacional nas regiões Sudeste, Centro-Oeste e Chapada Diamantina. Eles são criadores da tecnologia da dupla poda ou colheita de inverno. Aliás, o método, em voga atualmente, criou uma nova fronteira de produção jamais imaginável no setor vitivinícola brasileiro. No que se refere à Anprovin, dou destaque para as vinícolas Família Davo, de Ribeirão Branco/SP; Terras Altas, de Ribeirão Preto/SP; Barbara Eliodora, de São Gonçalo do Sapucaí/MG; Maria Maria, do sul de Minas Gerais; Casa Moura, de Nazário/GO; Cave das Vertentes, de Campo das Vertentes/MG; Estrada Real, do sul de Minas Gerais; Casa Geraldo, de Andradas/MG; Vinícola Góes, de São Roque/SP. Destaco também Salton, Miolo, Pizzato, Vinícola Aurora, Amitié Espumantes, Cristofoli, Vinícola Campestre e Famiglia Veadrigo, do Rio Grande do Sul; Abreu Garcia, Quinta da Neve, Santa Augusta e Thera, de Santa Catarina; Vinícola Serra das Galés, de Goiás, além da Sacramentos Vinifer, de Minas Gerais – essa já citada aqui na coluna. A Prowine 2022 foi muito bem organizada e o vinho brasileiro teve notória representação. Fui embora certa da qualidade e potencial dos rótulos nacionais. Considero o Brasil totalmente pronto para a competitividade do mercado internacional. Não há barreiras no quesito qualidade, temos terroir, enólogos mestres e produtores completamente envolvidos em proporcionar o melhor. Acompanho essa evolução e dou vivas ao vinho brasileiro! No meu Instagram, @claudiaenoamigos, você acessa momentos do evento. Confira minhas impressões técnicas de alguns rótulos. Um brinde ao vinho brasileiro! Até a próxima taça! momentodivino@atribuna.com.br * Autólise: trata-se da decomposição das leveduras naturais após a fermentação, resultando em enriquecimento de aromas e sabores, estrutura, corpo e cremosidade do vinho. AgendaDecanter Wine DayMais de 100 rótulos de grandes produtores e coquetel do chef Marius GreweDia: 25/10Horário: 18h30Endereço: Av. Washingotn Luiz, 105, Comeri VolkswagenPreço: R\$ 199, com R\$ 50 revertidos em vinhoFeira de Vinhos no Marcelo LaticíniosDia: 26/10Horário: 18 horasEndereço: Rua Lobo Viana, 54. Preço: R\$ 100 (R\$ 40 revertidos para compras e R\$ 30 de doação para o Instituto Neomama)