[[legacy_image_167814]] Vyni pode não ter ganhado o Big Brother Brasil (BBB) 22, mas a sua participação no reality permitiu que desse start em vários sonhos. Para começar, vai conseguir reformar não só o restaurante da sua família como a casa onde morava no Ceará com o pai, a tia e sua mainha (a avó, Dona Quinha, que criou Vyni). Também terá a oportunidade de investir na tão almejada carreira artística. Sem falar que, por causa da visibilidade que conquistou – só no Instagram foi de 40 mil seguidores para 4,6 milhões –, o bacharel em Direito está deixando as dificuldades financeiras para trás, com contratos publicitários e parcerias. O cearense de 24 anos ainda quer ajudar causas e projetos sociais, como conta na entrevista a seguir. “Tenho os meus momentos de tristeza, mas sempre fui acostumado a colocar isso no bolso e sorrir, para fazer outras pessoas sorrirem”, diz. No começo do BBB, você era um dos favoritos, mas, com o tempo, perdeu espaço no programa. Arrepende-se de algo? Se pudesse voltar atrás, não teria me apagado tanto. Me priorizaria mais. Por mais que o meu jogo fosse baseado em relações, acabei me confundindo e passei a dar mais importância para as relações do que para mim. O que achou dos comentários de que estaria apaixonado pelo Eliezer? Não me surpreendi com eles, mas fiquei bem admirado com a proporção que a coisa tomou. Na casa, cheguei a falar para o Eliezer: “A nossa relação, por mais que seja de forte amizade, sempre vai ser encarada como algo além disso. Se você é legal comigo, as pessoas vão te ver como o cara gente boa que é. Agora, se eu sou legal com você, vão me chamar do iludido que cria expectativa, de chaveiro de hétero”. Não esperava ser tão criticado simplesmente por ser eu mesmo. A sua condição financeira melhorou desde que saiu da casa? Sim. Tudo na minha vida está mudando. Já estou morando em São Paulo, fechando parcerias e contratos publicitários. É o que falo: não quero contatinhos, estou atrás mesmo é de contratos. O que planeja para seu futuro profissional? Como vai ficar o bacharelado em Direito? Não tenho planos no Direito. Fiz a faculdade para ter como prestar concursos públicos e melhorar a minha vida e a da minha família. Desde criança, o meu desejo sempre foi ingressar no meio artístico. Não para ter fama, porque acho que isso vem do reconhecimento do seu trabalho. Os meus olhos sempre brilharam ao ver apresentações musicais, de dança, de teatro... Mas nunca tive dinheiro para me profissionalizar. Agora, estou tendo a chance. As pessoas vão me ver bastante no meio artístico daqui em diante. Ainda não delimitei se será no humor ou em outro segmento. O que está certo é que vou querer englobar o máximo de expressões artísticas possíveis. Quando você sai do BBB, um leque de oportunidades se abre. Estou selecionando o melhor para mim. Antes de bater o martelo, quero me organizar, estruturar tudo direitinho, pois sou muito metódico. Costumo ter um plano A, B, C, D, E... Sempre traço metas, a minha cabeça não para de funcionar. Prefiro agir com calma, para fazer bem feito, do que simplesmente agir por agir. Está se cercando de profissionais gabaritados para isso? Com certeza. Tenho o respaldo da melhor equipe que alguém poderia ter. Além de serem pessoas altamente qualificadas, todo mundo se gosta como família. Desde quando entrei na casa do Big Brother, eu já tinha gente me ajudando. Nesse primeiro momento, eram os meus amigos, que assumiram a administração das minhas redes sociais. E eles ainda foram atrás de profissionais para compor esse time que mencionei. Tanto é que, quando deixei o programa, eu já tinha um empresário e toda uma equipe para cuidar de mim. Os amigos que citei têm o meu coração, a minha gratidão eterna. Devo demais a eles. Antes de entrar no BBB, você já estava se firmando como influenciador digital, não é mesmo? Na verdade, quando comecei a fazer posts no YouTube e no Instagram em setembro de 2020, eu não queria ficar famoso, nem viralizar. Foi apenas para reclamar da falta de água no meu bairro. Mas as pessoas começaram a pedir para que fizesse mais vídeos e passei a falar do meu cotidiano, dos problemas que enfrento. Brinco que me tornei o influenciador da baixa renda. Aí, um dia, o Tirullipa compartilhou um vídeo meu e cheguei a 40 mil seguidores. Ele foi o meu padrinho digital, quem me deu a oportunidade de ser visto antes do Big Brother. O que pretende fazer para ajudar a sua família? O meu sonho sempre foi reformar a casa e o restaurante da família. Graças a Deus, vou conseguir realizar isso. Uma empresa do Ceará vai fazer a obra primeiro no restaurante e, na sequência, na casa onde morava com meu pai, minha tia e a minha mainha (a avó, Dona Quinha, que criou Vyni). Também quero aposentar a minha mainha, para que ela possa aproveitar a vida. Minha mainha é a pessoa mais importante do mundo para mim. Você falou para a sua família que é gay um dia antes de entrar no confinamento do Big Brother. Já conseguiu conversar de novo com eles sobre isso? Ainda não deu tempo, mas sei que sou amado e aceito por eles por ser quem eu sou. Só isso já é o suficiente. O que me motivou a falar da minha sexualidade com a família é que não queria que eles soubessem disso através de uma tela de televisão. Também pensei: “Como vou ser sincero com o Brasil se, primeiramente, não for sincero dentro da minha própria casa?” Tem mais algum projeto engatilhado? Vou aproveitar as minhas redes sociais para divulgar projetos e iniciativas que procuram ajudar pessoas em condição de vulnerabilidade social. Já montei, inclusive, uma lista de ONGs de vários setores que pretendo promover, e tem entidade do Litoral de São Paulo nessa relação. Mas vou começar divulgando projetos que estão cuidando de quem perdeu tudo nas chuvas ao redor do País.