[[legacy_image_238972]] Não são somente os humanos que sofrem com o calor do verão. A estação também castiga os animais de estimação. Os que mais sofrem são os cães de focinho curto, como buldogues e pugs. Mas todos devem receber algum cuidado especial. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Ao contrário dos humanos, os cachorros não transpiram pela pele, mas, sim, pelo coxim, aquela almofadinha da pata, pelo focinho e pela boca – por isso, colocam a língua para fora da boca. O médico-veterinário Eduardo Filetti explica que os pets em geral estão mais sujeitos a problemas dermatológicos como micoses (fungos) e piodermites (infecções de pele) no calor, principalmente se tiverem contato com areia ou terra. “É preciso cuidado com os parasitas externos (pulgas, carrapatos e piolhos), cuja incidência aumenta nesta época do ano e podem transmitir inúmeras doenças. É comum que os cães e os gatos engulam acidentalmente pulgas e se contaminem com o verme. Já os carrapatos, que são capazes de escalar altos muros, podem transmitir doenças que atingem o sistema sanguíneo desses animais”. O especialista ressalta que para proteção, além da higiene do local e do bichinho, há produtos, desde sabonetes, comprimidos, xampus e sprays. “Siga as orientações do médico-veterinário e adquira em lugares confiáveis, porque há muitas falsificações”. IdadeOs pets obesos, mais velhos e cardíacos sofrem mais nesta época do ano. “Indicamos que esses animais só saiam à rua bem cedo ou à noite. Há raças que têm muita pelagem e o melhor é a tosa para dar mais conforto e diminuir o calor interno. Já a obesidade deve ser combatida, pois, além do desconforto com o calor, pode levar a graves distúrbios endócrinos e articulares”, ressalta o veterinário. Esses cuidados se juntam à necessidade de maior hidratação, com bastante ingestão de água, e de banhos mais frequentes. Ponha em práticaEspalhe potes de água fresca pela casa. O ideal é trocar a água do pet assim que ela começar a esquentar. Para quem passa o dia fora de casa, a dica é espalhar vasilhas com água em lugares com menor incidência de luz. Durante os passeios, procure oferecer água ao animal a cada 20 ou 30 minutos; Evite locais quentes e fechados. A exposição ao calor excessivo pode causar um fenômeno chamado intermação – a temperatura do corpo ultrapassa os limites fisiológicos que permitem a troca de calor com o ambiente. É preciso evitar que os pets fiquem fechados em lugares quentes como o carro; Priorize passeios com sol fraco. Os melhores horários para passear com o pet são aqueles em que o sol está mais fraco, como antes das 10 horas ou depois das 17 horas. Também é necessário ter atenção à temperatura do piso; Fique atento a sinais de doenças. Micoses, piolhos, sarnas e parasitas de pele são mais comuns no verão. Para evitar que o animal contraia alguma dessas enfermidades, recomenda-se não levar o pet a locais muito frequentados por outros animais, aplicar remédios antipulgas e procurar um veterinário se perceber sinais como vômito ou diarreia; Tose o pelo (inclusive do gato). A tosa refresca o bichinho e facilita o banho. Ela é recomendada principalmente para cães de raças mais peludas e até para gatos de pelagem cheia, como o persa. A chamada tosa higiênica, aquela que corta os pelos da região do ânus e dos órgãos genitais, é indicada para a higiene de raças menores, como shih-tzu e lhasa apso; Mais banhos. No verão, cães e gatos podem — e devem — tomar, em média, um banho por semana. Além de contribuir para a higiene, o hábito refresca os animais. A recomendação é lavá-los com água em temperatura ambiente e xampu especial para pets, neutro e hipoalergênico. É preciso secar bem o bichinho para evitar a umidade, condição que favorece o aparecimento de parasitas. Depois de tirar o excesso de umidade com uma toalha, veterinários sugerem utilizar um secador de cabelo em uma temperatura média a uma distância de, pelo menos, um palmo do corpo.