[[legacy_image_307793]] Os gatos têm uma personalidade própria. Carinhosos, elegantes e cheios de energia, conquistam o coração de muita gente. “O comportamento do gato que tem uma boa socialização com os tutores é muito legal. De manhã, ele já vai miar porque quer comida. Vai chegar perto de você e ficar deitadinho perto quando você estiver trabalhando, estudando ou vendo um filme”, cita o médico-veterinário e autor do livro O Mundo Fascinante dos Gatos, Eduardo Ribeiro Filetti. O especialista elencou algumas dicas de como oferecer uma vida confortável e saudável aos felinos. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! 1. Vermifugação, vacinas e medicamentos antipulgasSegundo o veterinário, seja o gato caseiro ou não, os cuidados com a saúde do felino como vermifugação, vacina e medicações antipulgas são cruciais. “Para manter longe de pulgas e piolhos. Há muitos recursos. Para gatos, há pipetas tanto para pulgas e piolhos como para vermes. Muitas vezes, o tutor tem dificuldade de dar remédio ao gato por via oral. A vermifugação deve ser feita a cada quatro meses, se ele andar na rua, e anualmente, caso ele não saia de casa. Também são indicadas vacinações regulares como V4, V5 e raiva no primeiro ano.” 2. Manter o ambiente limpo e organizado para o felino Filetti explica que os gatos são animais extremamente limpos e, por isso, seus utensílios devem estar dispostos de forma correta. Por exemplo, a caixa de areia deve estar separada de seus potes de comida e água. “Eles aprendem muito fácil. A caixa de areia deve ficar longe da água e dos alimentos. Se ele defeca muitas vezes do lado do lugar que come, ele já não quer comer mais.” 3. Boa hidrataçãoO médico-veterinário explica também que os felinos necessitam de boa hidratação, recomendando colocar algumas vasilhas de água espalhadas pela casa. “Se o imóvel for grande, você pode por em vários locais para ele sempre beber água. É muito importante a hidratação do gato para evitar cálculos renais.” 4. Realizar exames regularmenteEle recomenda levar o gato ao médico-veterinário regularmente para realizar exames de sangue. Um hemograma completo ajuda a identificar problemas de saúde. “Todo ano fazer um exame de sangue é muito importante. Identificar se ele está com anemia ou infecção. Muitos gatos têm lesão renal, às vezes, de nascença e também quando ficam velhos. Há bons tratamentos para isso hoje em dia, mas precisa ser detectado.” 5. Reservar ambientes calmosGatos não gostam de ambientes com barulho. Deixe um ambiente reservado para o animal no caso de festas e reuniões. É essencial para o bem-estar do animal. “O gato não gosta de muito tumulto na casa. Quando tiver alguma festa, se você puder ter um ambiente para deixar o gato afastado e não ficar assustado é bom.” 6. Socialização desde filhotesA maioria dos gatos que não possui uma socialização com humanos desde filhotes, acaba desenvolvendo comportamento arisco, diz o especialista. Por isso, a relação com humanos ainda pequenos é de importante. “Existe uma teoria que se o gato até oito semanas não tiver contato com o ser humano, ele tende a ser um gato bravo. Logicamente, toda regra tem exceções. Temos notado que os gatos que são adotados com três, quatro meses e vão ser domesticados ou ter convivência doméstica depois de dois meses dificilmente têm um comportamento tão tranquilo quanto outros que uma gata deu cria e a pessoa foi lá, passou a mãozinha nele e com uma semana ele sentiu a presença de humanos. Essa domesticação até dois meses é muito importante.” 7. CastraçãoFiletti explica que a castração é importante para evitar doenças e problemas. “Se o gato é de casa e você não quer reprodução, é melhor você castrá-lo. O macho vai ficar mais calmo, terá menos chance de fazer alguma arte. Se você fizer uma castração precoce na fêmea, evita os tumores de mama, útero e ovário.” 8. Alimentação balanceada e exercíciosÉ importante também oferecer uma alimentação balanceada e estimular atividades físicas após a castração. “Tem que tomar cuidado para eles não engordarem muito. Dar uma ração balanceada para que o gato mantenha uma pesagem boa. Fazer um melhoramento ambiental como colocar a comida ou lugar que ele durma no alto. Para que ela tenha que subir, fazer exercícios. Pode estimulá-lo com bolinhas e criar brincadeiras para ele se exercitar e evitar obesidade.” O especialista alerta que gatos com sobrepeso têm mais chance de desenvolver doenças. “O gato obeso possui mais chance de ter diabetes, lesão renal, artrite e artrose pelo excesso de peso.” Em alguns casos, não é contra a castração, caso o tutor goste de ter muitos gatos. “Eu não sou contra castração, acho que 90% devem ser castrados. Alguns, se a pessoa tiver condição, tiver filhos pequenos ou gostar de criar também, eu acho legal.”