[[legacy_image_256256]] Atualmente, o câncer é considerado a principal causa de óbito em cães e gatos. A boa notícia é que, nos últimos dez anos, com a evolução dos exames mais complexos na medicina veterinária, passou a ser possível fazer diagnósticos mais precoces, viabilizando resultados mais eficazes no tratamento, além de melhora na qualidade de vida desses bichinhos. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Os tumores mais frequentes nos pets, de modo geral, são os de mama, pele (cutâneo) e os hematopoiéticos (linfomas e leucemias), mas há algumas diferenças entre as espécies. Nos felinos, os mais recorrentes são o linfoma na sua forma de apresentação gastrointestinal, o tumor de mama (principalmente em fêmeas não castradas) e o de células escamosas — que acomete a pele e, muitas vezes, se assemelha a feridas que não cicatrizam. Já nos cães, a lista dos mais comuns tem o de mama (principalmente em cadelas não castradas precocemente), os linfomas (na sua forma de apresentação multicêntrica) e as neoplasias cutâneas (entre elas o mastocitoma). Veja algumas dicas de prevenção e cuidados no tratamento oncológico compartilhados pelas médicas-veterinárias Beatriz Kerr e Juliana Cirillo, da área de Oncologia do Veros Hospital Veterinário. CausasO câncer é uma doença multifatorial e diversas causas externas podem estar relacionadas ao seu aparecimento nos pets, além dos aspectos genéticos. Por isso, valem algumas orientações: evitar o sobrepeso e a obesidade nos animais; a castração precoce pode prevenir o desenvolvimento dos tumores de mama; e uma alimentação equilibrada ajuda na prevenção da inflamação sistêmica crônica por diferentes motivos. DiagnósticoUm ponto bastante desafiador no diagnóstico é o fato de que alguns sintomas podem ser comuns também em outras doenças. O tutor deve observar possíveis indicativos de que algo pode estar errado e procurar o veterinário quando notar o seguinte: mudanças de comportamento; perda de peso (emagrecimento); baixa no apetite; dificuldades para urinar; tosse; vômitos; diarreia; lesões na boca e na pele que não cicatrizam. Os exames de check-up frequentes são os maiores aliados para um diagnóstico em fase inicial. Além de uma boa avaliação clínica realizada por um veterinário, os exames de sangue, de imagem como o ultrassom abdominal, radiografias torácicas e tomografia conseguem mostrar que algo não está certo com o pet. TratamentoCada tipo de tumor tem que ser abordado de forma individual: alguns se mostram bem responsivos à quimioterapia, outros podem ser curados com procedimento cirúrgico e, em alguns casos, o conjunto das duas terapias será indicado. No tratamento cirúrgico, existe um planejamento a ser conduzido sobre a técnica a ser utilizada para a remoção completa do tumor no animal. Em casos de sessões de quimioterapia, assim como em humanos, o bichinho, na maioria das vezes, faz uso de medicamentos injetáveis (quimioterápicos), que devem ser manipulados e aplicados em salas especiais de quimioterapia que contam com total segurança. HumanizaçãoÉ de extrema importância o veterinário acolher o tutor no momento delicado de diagnóstico e passar segurança para a pessoa. A utilização certa das palavras e a entonação demonstram empatia, carinho e solidariedade com aquela família frente ao diagnóstico. “É muito comum tutores ficarem bastante abalados com a notícia e o mais importante é entender que aquele animal não é apenas mais um paciente, mas o grande amor de alguém. É isso que me motiva a buscar um atendimento cada vez mais humanizado e carinhoso. Apoiar a família nesse momento, dando atenção e tirando todas as dúvidas sobre o tumor e o seu tratamento, é de extrema importância”, conclui Beatriz Keer.