[[legacy_image_281636]] As calopsitas têm conquistado o coração de muitas pessoas. Mas, antes de levar uma dessas aves brincalhonas para casa, é importante conhecer os cuidados de que elas necessitam. Segundo a veterinária Ana Carolina Nascimento de Oliveira, oferecer o ambiente adequado e a alimentação certa é algo fundamental para garantir uma rotina saudável e harmoniosa. Também indica-se procurar um veterinário de confiança, para orientações complementares. Para preparar a chegada da calopsita, destine um local do lar para o viveiro ou a gaiola, de preferência onde não haja corrente de ar ou barulho excessivo, proporcionando um ambiente tranquilo para o pet. Essas aves normalmente são dóceis e podem, facilmente, ser condicionadas. Por isso, dá para criá-las dentro ou fora da gaiola ou do viveiro. Pensando na segurança do animal, ainda é fundamental “contar com janelas teladas e que o lugar onde ele vai ficar seja silencioso, principalmente durante a noite, porque esses pets devem dormir no escuro e no silêncio durante, pelo menos, 12 horas”, afirma a veterinária Ana Carolina Nascimento de Oliveira. Ela acrescenta que essas aves precisam “tomar sol” pelo menos uma vez ao dia. Portanto, tem de haver incidência solar durante algum período do dia no local onde elas ficam – de preferência quando os raios solares não estejam tão fortes, ou seja, antes das 10 horas e depois das 15 horas. Alimentação e higienizaçãoNão deixe de consultar o veterinário para que prescreva uma alimentação saudável, com as quantidades ideais, para a calopsita. “Ao contrário do que muita gente pensa, o mix de sementes ou alpiste não é a base de alimentação ideal para esses pets. Isso pode, inclusive, prejudicar a saúde do animal”, enfatiza a veterinária Ana Carolina Nascimento de Oliveira. Além disso, estabeleça uma rotina de higienização do lugar onde a ave fica – no mínimo, uma ou duas vezes por dia. E ao oferecer a alimentação natural, como frutas, legumes ou verduras, é recomendado que esteja disponível por um tempo e, após a calopsita comer, é bom que esses itens sejam coletados, para evitar a proliferação de moscas e formigas no local. Valorize a interaçãoAssim como cães e gatos, as calopsitas precisam interagir com os tutores e ser estimuladas. “São animais que necessitam de atenção e interação com o tutor e o ideal é que, caso a ave fique em gaiola ou viveiro, seja solta pelo menos uma vez ao dia”, diz a veterinária Ana Carolina Nascimento de Oliveira. + Cuidados- Caso você já tenha outros animais de estimação ou crianças em casa e esteja pensando em criar uma calopsita, a veterinária Ana Carolina Nascimento de Oliveira diz que é preciso tomar bastante cuidado: “Ao haver a interação com outros pets, de espécies diferentes, especialmente predadores como cães e gatos, fique vigilante. Também aconselho deixar a calopsita na companhia de crianças apenas sob a supervisão de um adulto”; - Ao soltar a ave dentro de casa, preste atenção em algumas coisas para evitar acidentes. A lista inclui olhar por onde anda, para não correr o risco de machucar o pet, e não permitir que coma objetos que não são alimentos, casos de produtos tóxicos, brincos e fios. “Cozinhar com a calopsita solta também requer atenção aos perigos existentes”, aconselha Ana Carolina; - Há diversas atividades que podem ser desenvolvidas pelas calopsitas, tanto com o tutor quanto nos momentos em que estão sozinhas. É possível treiná-las para voar até as pessoas e obedecer comandos. Sem falar que dá para oferecer interações extras com o ambiente, por meio de poleiros, brinquedos de madeira e até mesmo aproveitando os alimentos.