[[legacy_image_326524]] Se há uma série que assisto lembrando de nossa editora do domingo+, Fernanda Lopes, esta é Julia, da HBO Max. O show, que tem duas temporadas disponíveis no streaming, fala de comidas elaboradas, simples ou muito populares, tendo como cenário e protagonista a icônica chef norte-americana Julia Child, a pioneira dos programas de culinária na tevê mundial nos loucos e ainda preconceituosos anos 1960 e apaixonada, como a Fernanda, por gastronomia. Julia é capaz de transformar seu dia com uma única garfada de 10 minutos em um de seus episódios! A história de Julia já mereceu, além do seriado, um longa metragem em 2009 (com Meryl Streep) e um documentário da CNN no ano passado. O show mostra sua trajetória tanto na tevê, onde superou muitos desafios internos e externos, quanto na vida em família, a relação com o marido (um diplomata aposentado) e com os colegas de trabalho. Na segunda temporada, que chegou há poucas semanas ao streaming, Julia volta aos Estados Unidos após um hiato de alguns meses em que se hospedou na casa da amiga Simone Beck, co-autora de seu primeiro livro, Dominando a Arte da Cozinha Francesa. Os 10 episódios desta segunda temporada vão além do programa de tevê e família e acabam mostrando as mudanças pelas quais a sociedade americana estava passando neste período, como os movimentos pelos direitos civis e o feminismo. Julia, inclusive, participa ativamente de alguns destes movimentos. É divertido descobrir atores muito conhecidos e respeitados em papéis-chave da história. O marido de Julia é vivido por David Hyde Pierce (o Niles da série Frasier) e a amiga e parceira de Julia, Simone, é feita pela sempre marcante e talentosa Isabella Rosselini, filha de Ingrid Bergman. Mas é Sarah Lancashire, com seu jeito único e britanicamente irônico, que rouba a cena como a protagonista do show. Sua Julia é grandalhona, estabanada, impulsiva e obstinada. E, claro, quase sempre se prova certa. A atriz vai além do roteiro e sempre tem uma tirada ótima para as situações fora de controle tão comuns na história. E os pratos? Eles são o principal nas duas temporadas e batizam todos os episódios. Neste segundo ano temos frango frito, pato sob pressão, lagosta americana e um dos meus favoritos (o episódio e o doce): musse de chocolate. Eles têm papel de destaque na história, claro, e acabam pontuando inclusive as relações pessoais. Uma série leve na maior parte do tempo, divertida e que ainda assim consegue emocionar, dar fome e cativar. Uma ótima produção e uma trilha sonora perfeita para entrar no clima das histórias completam o pacote imperdível. Assista, você não vai se arrepender!