[[legacy_image_237434]] Em 2013, a empresa britânica OnePoll divulgou os resultados de uma pesquisa, feita com 2 mil voluntários, que perguntava quais eram as situações que mais causavam temor. Falar em público só ficou atrás do receio de perder um ente querido. Precisar fazer uma apresentação pode ser realmente aterrorizante para muitas pessoas. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Há quem consiga vencer esse temor, porém para aqueles que são mais tímidos, até mesmo em interações pessoais, fica mais difícil. Várias vezes, é preciso uma intervenção profissional. “Procurar ajuda especializada, como terapia, para entender a raiz da inibição pode ser um bom caminho”, diz a psicanalista e especialista em mentoria e treinamento corporativo Claudia Ribeiro Martins. Ela explica que há um exercício fácil de fazer e que pode ser útil no autoconhecimento, o que é fundamental para superarmos os nossos limites. “Caso a pessoa tenha uma apresentação para fazer e está sentindo medo e/ou ansiedade, ela pode se perguntar o que teme? E refletir sobre o que esse medo está tentando comunicar. Afinal, as emoções existem como sinais. Sempre querem mostrar algo para nós”, observa, complementando: “A partir dessa análise, a pessoa deve identificar quais ações ajudariam a mitigar essa ansiedade. Por exemplo: conversar com as pessoas que considera importantes”. Claudia lembra que uma apresentação exige planejamento. E estar bem preparado é um passo importante para se sentir seguro e minimizar os receios. “Planejar com antecedência ajudará a estabelecer quais são os objetivos da apresentação e as ferramentas mais adequadas para alcançá-los”. Evitar apresentações longas também é essencial. Ainda vale assistir a vídeos de profissionais se apresentando. Entre eles os do TED Talks, que têm bastante material, no YouTube. Um fator que chama a atenção é que a maior parte das explanações com mais visualizações leva, no máximo, 20 minutos – ou seja, procure fazer uma fala curta. Nada de incluir muitos floreios, que podem, inclusive, complicar a performance. Elaborar um resumo final pode ser interessante. Dispor do auxílio de material audiovisual também é útil. Só que ele não deve ter muito texto. O ideal é que sirva de guia para a explanação oral, com palavras-chaves ou imagens que deem uma ordem à apresentação. Os exercícios de respiração complementam muito bem as técnicas de discurso, melhorando o nosso controle emocional. Antes de participar de uma reunião, palestra, aula ou algo assim, utilize essas ferramentas para manter o equilíbrio. Uma sugestão é fazer inspirações lentas e profundas, liberando o ar na sequência até se acalmar. Outra atitude positiva é erguer os ombros e lembrar que você se preparou, sabe do assunto e é a pessoa ideal para transmitir aquele conhecimento. Táticas valiosas gt;gt; Analise o público para o qual você está falando; gt;gt; Empregue os termos adequados para aquelas pessoas e cuide do vício de linguagem; gt;gt; Faça um esboço, mesmo que mentalmente, da apresentação – com começo, meio e fim. Por isso, a importância de saber montar resumos; gt;gt; Estude o assunto, pesquise e preze pela fundamentação, para não se contradizer ou passar a impressão de ter um conhecimento superficial sobre aquele tema; gt;gt; Leia e assista a noticiários para ficar por dentro dos acontecimentos atuais, evitando assim a alienação e a propagação de fake news; gt;gt; Cuide da postura, da emissão de voz, da pronúncia e da articulação das palavras para obter clareza na explanação; gt;gt; Trabalhe a linguagem corporal. Ela demonstra segurança e desenvoltura do orador. Técnicas teatrais podem ajudar; gt;gt; Seja ético, nada de fazer plágio; gt;gt; Tenha em mente que há limites para a liberdade de expressão; gt;gt; Saiba ouvir, pois um bom ouvinte possui maior capacidade argumentativa, que é a base de uma boa comunicação; gt;gt; Na linguagem corporal, evite ombros caídos e movimentos bruscos.