Ted Danson é o ator perfeito para encarnar o espião infiltrado do asilo (Divulgação) O universo da comédia tem muitas vertentes e uma das que mais me agradam é a que não se baseia em piadas, não faz ninguém gargalhar mas que, no melhor estilo “devagar e sempre”, deixa o espectador com um permanente sorriso no rosto. Em Um Espião Infiltrado, nova sitcom da Netflix, este conceito é muito bem explorado com um ator que o personifica com perfeição: Ted Danson, de séries como The Good Place, que não por acaso tem o mesmo criador, o genial Mike Schur, mente criativa por trás de outros grandes sucessos como The Office e Parks and Recreation. Aqui, ele coloca Danson como Charles, um engenheiro e professor universitário recentemente aposentado que busca um sentido para a própria vida. A esposa morreu após um longo período afetada pela demência e ele passa os dias dormindo, recortando reportagens no jornal para enviar à filha, que nunca as lê ou se ocupando com outras tarefas sem a menor importância. A filha, preocupada com a solidão, o estimula a buscar algo de verdade para fazer. É aí que surge um anúncio no jornal recrutando senhores da idade de Charles e que tenham fluência em tecnologia. O trabalho? Ser o informante de uma detetive particular dentro de um lar para idosos. A mãe do contratante está vivendo no lugar e teve um colar de pedras preciosas roubado dentro de seu próprio quarto. Relutante no início, Charles se empolga com a ideia de se sentir um espião, mas como ele é um indisciplinado mental, vai passar por poucas e boas dentro e fora do asilo para tentar resolver o caso enquanto a busca o leva a reflexões profundas sobre vida, morte, solidão e sua própria trajetória. Além de Danson, a série tem muitos rostos conhecidos dos fãs de seriados, em especial dos seriados do próprio Schur, como Lilah Richcreek (de Chicago Med), Stephanie Beatriz (de Brooklyn Nine Nine) e Stephen McKinley (do recente Duna 2). Como tudo se passa em uma casa de repouso, a série vai apresentando aos poucos os moradores do lugar - cada um mais esquisito do que o outro. Uma série curtinha, com apenas oito episódios de mais ou menos meia hora cada, que faz rir e emociona ao mesmo tempo e que - pasme - é inspirada em uma história real! Uma série empolgante que merece sua audiência! Nota do crítico: + + + + + +++ STAR WARS O celebrado diretor canadense Denis Villeneuve explicou o porquê de ter se recusado a dirigir um filme da franquia Star Wars. Para o diretor, a qualidade da franquia acabou a partir de 1983, data de O Retorno de Jedi. “Tudo acabou ali. Fui muito impactado por Star Wars em 1977 e O Império Contra-Ataca, em 1980. E aí fizeram besteira e tudo saiu dos trilhos”. FAB FOUR O talentoso ator irlandês Barry Kheoghan, de Os Banshees de Inisherin, vai viver na tela o baterista dos Beatles, Ringo Star, no filme de Sam Mendes que deve estrear em 2026. Serão quatro filmes, cada um mostrando a história dos quatro rapazes de Liverpool. Sobe e desce Wicked, a adaptação musical do clássico da Broadway e que é ambientada no universo de Mágico de Oz, estreou forte nas bilheterias americanas com US\$ 113 mi contra US\$ 55 mi do segundo lugar, Gladiador. Para o serviço de streaming Pluto TV, da Paramount, que programou esta semana anúncios de um reality show sobre sexo no meio do seriado A Feiticeira. Respeito vale em qualquer idade!