[[legacy_image_215173]] Por causa de compromissos profissionais, acabei assistindo apenas neste final de semana ao novo filme do ator Brad Pitt: o enlouquecido Trem-Bala, que justificou o título passando voando pelos cinemas e agora está disponível para aluguel no Claro Now e em outros serviços de streaming on demand. Um longa bem diferente, para dizer o mínimo, psicodélico e colorido, violento e engraçado, sem muito compromisso com o realismo. Só para situar o leitor, Trem-Bala tem doses generosas de Quentin Tarantino e Guy Ritchie, com violência coreografada, cenas em câmera lenta e muitas frases de efeito. Mas tudo permeado pelo humor debochado e pouco realista típico de filmes como Deadpool e John Wick, duas obras anteriores do diretor David Leitch. A história, inspirada no livro de Kotaro Isaka, se passa quase que por inteiro dentro do trem-bala do título, que está indo de Tóquio para Osaka, no Japão. Dentro dele estão Limão (Brian Tyree Henry) e Tangerina (Aaron Taylor-Johnson), dupla de bandidos contratados por um chefão do crime, o Morte Branca (Michael Shannon), para levar em segurança seu filho e o dinheiro do resgate ao pai. No mesmo trem estão várias figuras do submundo do crime, como a aparentemente inocente Prince (Joey King), manipuladora emocional que consegue tudo o que quer sem agredir ninguém. Também no trem estão O Lobo (Bad Bunny), um assassino em busca de vingança pela morte da esposa, e A Vespa (Zazie Beetz), criminosa que usa cobra venenosa para matar suas vítimas. Todas essas figuras passeiam pelo trem em meio a cidadãos comuns e funcionários que não têm a menor ideia do que está ocorrendo ao seu redor. Nós também vamos descobrindo bem aos poucos que ninguém está ali por acaso. Além de haver uma maleta recheada de dinheiro, parece que um está ali para matar o outro. Entre essas figuras há Joaninha — o Brad Pitt —, que está substituindo um colega e passa o tempo todo se lamentando da má sorte que carrega, falando ao telefone com sua contratante, da qual só ouvimos a voz. A missão dele é, simplesmente, roubar a mala de dinheiro, que não sabe de quem é, nem para quem vai entregar. E o trem segue, com todos querendo se matar e a expectativa da chegada a Osaka, onde o Morte Branca aguarda todos com seu exército… Espere muita ação, várias piadas e um clima bem próximo ao de um desenho animado. O elenco é sensacional, repleto de atores e atrizes japoneses e nomes de peso além do próprio Pitt, como Sandra Bullock (em um papel que era para ser de Lady Gaga) e Michael Shannon. É um tipo de filme que você precisa “comprar” a ideia para gostar, e que pede um certo olhar, mas que, se assistido até como se desenho animado fosse, diverte e prende a atenção! Nota do crítico: +++++ ++++ Mais Agatha Christie no cinemaO terceiro filme estrelado pelo detetive Hercule Poirot e dirigido pelo mestre Kenneth Branagh está a caminho. Depois de Assassinato no Expresso do Oriente e Morte no Nilo, o diretor escalou Michelle Yeoh e Tina Fey para a adaptação de A Noite das Bruxas, uma história não tão conhecida de Agatha Christie que se passa em Veneza, Itália, no pós-guerra. Branagh vai voltar a viver o vaidoso detetive na história. Moore critica produções de heróisO escritor britânico Alan Moore, criador de algumas das grandes franquias do universo dos quadrinhos, criticou as histórias de super-heróis e o público infantilizado que elas promovem. Ele acha que as pessoas estão ignorando tudo o que foi feito a partir dos anos 1980 no gênero, como o desenvolvimento de histórias mais maduras e adultas, incluindo suas obras como V de Vingança, Watchmen e A Liga Extraordinária. Nas palavras de Moore: “São caras de 50 anos consumindo histórias de super-heróis escritas para crianças de 12 anos”. Basta observar as reações recentes de alguns fãs a franquias de heróis, Star Wars e outras, que atacam e ameaçam atores que são diferentes do que eles imaginam para os papéis... É mais do que apenas infantilização do público. É perda de caráter, mesmo. O mundo “nerd” precisa crescer e se humanizar!