[[legacy_image_242450]] A arquiteta Marina Carvalho recebeu carta branca para colorir um apartamento de 170 metros quadrados no Bairro Perdizes, em São Paulo. Os donos do imóvel, um jovem casal com um filho, designaram à profissional a missão de transformar o lar deles em um lugar mais moderno e aconchegante. Para conceber o conforto e modernidade que os clientes tanto almejavam, a arquiteta ampliou a área social, integrando terraço com a sala, e promoveu um bom uso da marcenaria, que também é uma das estrelas do projeto. Para tornar a área social mais ampla e aconchegante, a retirada da parede e esquadria, que ficavam entre a varanda e o living, foi primordial. Com isso, os pilares e a viga existentes formaram o pórtico que serviu de ponto de partida para a criação de uma estante vazada, que além de separar os dois ambientes de forma sutil acabou introduzindo um pouco de privacidade ao estar do terraço. Integração Para ajudar a ligação entre os dois espaços, Marina investiu em um piso com porcelanato de 90 x 90 cm, que resultou em sensação de continuidade. Assim como a estante vazada, o mobiliário também recebeu a função de setorizar os ambientes de forma leve. Na sala de estar, sofá e bufê delimitam o cômodo, que acompanhados de outros elementos tornam o local ainda mais agradável. Uma das curiosidades da sala é o painel cinza da TV, onde também está escondida porta mimetizada que abre o acesso à ala íntima. Sem dúvida, o maior destaque do living é a estante linear da cor azul. Como altura entre 60 e 65 cm, profundidade de 62 cm na área do bar e 40 cm na parte fechada, o móvel mistura nichos, portas fechadas, e serve diferentes ambientes, como a sala de jantar e um minibar em uma das pontas. O azul forte e marcante se mescla com o hall de entrada, dando um ar contemporâneo e descolado, sem saturar o ambiente. Sala de jantar Integrada ao estar, a sala de jantar do apartamento é outro local que evidencia cores e revestimentos que agregam à personalidade do imóvel. Na parede principal, os tijolos aparentes se destacam com o toque de rusticidade. Para tanto, a arquiteta trabalhou com junta de amarração, em que cada tijolo trava o deslocamento do outro. Mesa e cadeiras circunscrevem a área de jantar, fazendo a separação dos outros cômodos. Ao invés de cadeiras em todos os lados da mesa, Marina colocou um banco, em um dos extremos, com o intuito de liberar espaço de circulação, possibilitando que mais pessoas pudessem se sentar. “A pedido dos clientes, desenhamos um banco com futon e três gavetões, perfeitos para esconder os brinquedos do filho”, relembra. Varanda Com a integração dos ambientes, a varanda do apartamento ganhou mais amplitude. Além disso, Marina foi muito feliz na combinação de cores, dispondo toda a alegria que o espaço precisava. Porém, mesmo com a variação dos tons, o cômodo ganhou um ar suave. Os azulejos com desenhos bordô revestem a área da churrasqueira e a base da bancada ilha, elaborada como ponto de apoio importante que contém um nicho para o frigobar. Além disso, a marcenaria planejada está por todos os lados, inclusive embaixo da churrasqueira. “No outro extremo da varanda, projetamos um futon em L, executado em marcenaria com 30 cm de altura e 1 metro de profundidade, onde as pessoas podem se deitar tranquilamente e apreciar uma bela vista”. Home office Na posição original do apartamento, área de serviço e um pequeno banheiro foram eliminados para a realização do home office, que foi posicionado na parte de trás da estante azul da sala de estar, que também tem a função de dividir sutilmente o escritório e a ala social. Em um curto espaço, a arquiteta conseguiu dar uma nova utilidade, projetando um local de trabalho privativo. “Mesmo conectado como os demais ambientes, o home office conta com um certo clima reservado, estimulando a concentração. Esse também é o ponto alto da estante vazada azul, que separa os dois espaços sem isolá-los completamente”. Cozinha A cozinha é um dos pontos altos do projeto – tanto pela paleta suave como pela praticidade do layout. A arquiteta montou um ambiente onde os moradores têm tudo de fácil acesso e para aproveitar o maior espaço possível, Marina projetou toda a marcenaria que abraçava o cômodo. No centro, um móvel ilha, com estrutura de serralheria, serve não apenas de apoio na hora de cozinhar, como também recebe refeições rápidas, entregando praticidade ao dia a dia. Assim como o restante do apartamento, não falta cor neste ambiente. O rosa, o branco e o cinza entram em total sincronia para compor a paleta desta cozinha que, junto aos revestimentos, exala uma certa delicadeza, sem parecer sem graça. O piso, de porcelanato de 90 x 90 cm, evoca o visual de concreto e, nas paredes, as cerâmicas brancas lembram os metrôs de Londres e Nova Iorque. A bancada, que antes era bem básica e pequena, transformou-se em um grande L, onde foram incluídos o cooktop, a cuba e um vão para lava-louças. A geladeira, que fica bem em frente à cuba, fecha o triângulo imaginário de circulação, que resulta em praticidade. “A cozinha conta com duas portas de serralheria, uma dá acesso a área social e outra a lavanderia. Optamos por esse tipo de porta para aproveitar a luz natural que passa, sem cerimônias, graças ao vidro nelas instalado”, revela Marina.