[[legacy_image_226879]] Você sabia que tomar antibióticos de forma indiscriminada pode fazer com que seu organismo crie resistência a tais medicamentos? Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Inclusive, esse é um problema crescente em todo o mundo e uma ameaça iminente para a saúde pública. Resistência é a capacidade que as bactérias adquirem de sobreviver aos efeitos do remédio, que precisa ser adequado para cada tipo de enfermidade e usado na dose correta e pelo período de tempo especificado pelo médico. Caso contrário, o feitiço pode virar contra o feiticeiro. Desde 2015, a Organização Mundial de Saúde (OMS) promove a Semana Mundial de Conscientiza-ção sobre o Uso de Antimicrobianos, uma ameaça que afeta não só os humanos, mas os animais, as plantas e o meio ambiente, dificultando o controle de infecções e aumentando a disseminação de doenças. Com o lema Juntos vamos prevenir a resistência antimicrobiana, a Pfizer latino-americana realizou seminário na última semana. “A resistência bacteriana é definida quando uma bactéria consegue sobreviver a três antibióticos que deveriam estar ativos”, diz a médica colombiana Maria Virginia Villegas, especialista em doenças infecciosas. Segundo ela, isso acontece com mais frequência em pessoas com mais de 60 anos, fase em que o sistema imunológico está em declínio, assim como em pacientes com câncer. O problema se ampliou com a pandemia, período em que o uso de antibióticos aumentou em pacientes que chegaram aos serviços de emergência e foram internados, inclusive, sem saber se o diagnóstico tratava-se de um processo infeccioso bacteriano ou viral. O médico Rafael Ricardo Valdez Vázquez, pesquisador, especialista em doenças infecciosas e atual diretor da América Latina da Unidade de Produtos Hospitalares da Pfizer, afirma que existem três pilares para os esforços de combate à resistência bacteriana: “O aspecto político, voltado para a regulamentação de programas de otimização antimicrobiana. O econômico, no qual recursos devem ser direcionados para a implemen-tação de ações. E o social, direcionado à educação da população e dos próprios médicos que prescrevem a medicação e precisam diagnosticar as doenças infecciosas em tempo hábil”. E por que as bactérias estão se tornando resistentes aos antibióticos? Porque o uso excessivo e incorreto dessas medicações (não respeitando exatamente a prescrição médica) favorece as mutações bacterianas, ou seja, leva a alterações que permitem que elas sobrevivam a diferentes tipos de antibióticos. E essas bactérias resistentes aos antibióticos podem transformar doenças, que antes eram facilmente tratáveis, em infecções perigosas, ameaçando a sociedade. MAIS GRAVES Infecções comuns e ferimentos leves, que foram tratáveis durante décadas, poderão se tornar gravíssimos. Já os quadros mais graves, como pneumonia e infecções do sangue, poderão ficar impossíveis de se tratar. Cirurgias de qualquer tipo vão ser arriscadas ou não possíveis. Se não forem tomados os cuidados necessários para preservar a terapia com antibióticos, corremos o risco de que essas medicações deixem de ser eficazes. Desde o seu trabalho pioneiro envolvendo a penicilina, nos anos 1940, a Pfizer tem se empenhado em políticas e programas educacionais para atender às necessidades de pacientes e médicos na área de doenças infecciosas. É imprescindível a colaboração de todos, que devem cumprir à risca o que é prescrito nas receitas médicas e, principalmente, evitar a tão recorrente automedicação.