[[legacy_image_199731]] Aos 39 anos, Thiago André Barbosa, o Thiaguinho, chega aos 20 de carreira lançando-se multiplataforma, em uma comemoração digna de seu talento musical. Álbum novo, especial na TV Globo, exposição em sua cidade natal, Presidente Prudente (SP)... Tudo para registrar sua trajetória. “Durante esses meus 20 anos de carreira, enfrentei de tudo. Muitos nãos, preconceitos, jornadas de trabalho que me deixavam só na estrada e me privaram de estar com meus familiares e amigos, causando problemas de saúde. Mas nada disso me fez desistir do meu sonho. Eu venci e sou muito feliz por isso”, diz ele. E foram vários nãos mesmo, principalmente no Fama, da TV Globo, em 2002, no qual acabou em 5º lugar após muitas e muitas “berlindas”. Os jurados diziam que ele ainda não estava pronto. Talvez não estivesse, mas a “graduação”, como ele mesmo diz, veio no Exaltasamba, ao lado de Péricles, de quem é amigo até hoje. No mês que vem, o artista vai tocar também no Espaço Favela do Rock in Rio, inaugurando, junto de outros artistas, o pagode no festival. No papo a seguir, feito por e-mail, a pedido do artista, ele fala sobre o projeto, em que canta com a mãe pela primeira vez, Glória, e o Exaltasamba. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! O título do álbum, Meu Nome é Thiago André, foi escolhido por você? Como o Thiago André e o Thiaguinho se relacionam nesses 20 anos? Sim, essa ideia me veio porque o objetivo desse projeto é exatamente resgatar o Thiago que saiu de Presidente Prudente para viver de música pelo Brasil. O nome soou natural para gente. O Thiaguinho de hoje só consegue se sentir grato pelas conquistas nessas duas décadas. Você diz que desde cedo sua missão era trabalhar com música. Sente que cumpriu essa missão? O que falta? Sinto que já realizei todos os meus sonhos possíveis e imagináveis. Mas não quero parar: sigo com fome de fazer música, me sinto em casa quando estou em cima do palco. São 20 anos de carreira, sendo dez deles solo. Como você enxerga essa virada? Existe um Thiaguinho antes e outro depois da carreira solo? Costumo dizer que o Exaltasamba não foi nem uma escola, foi uma faculdade (risos). O Thiaguinho que saiu para a carreira solo estava muito mais pronto, mais confiante, depois dos aprendizados proporcionados pelo Exalta. Em 2015, você gravou com Péricles e o Chrigor. Como vocês se relacionam até hoje? Qual seu sentimento em dividir o palco com eles? A história que eu, Pericão, Chrigor e toda a galera do Exalta trilhamos me dá muito orgulho. São artistas que me inspiram até hoje, seguimos parceiros e amigos para vida. Como foi a experiência de gravar o especial e tem alguém com quem ainda não dividiu os palcos e gostaria de trabalhar? Foi muito emocionante fazer esse resgate da minha história. O repertório do projeto é lotado de músicas compostas por artistas com os quais seria uma honra colaborar. Milton Nascimento, Djavan... Muitos dos meus heróis entraram nessa celebração, de alguma forma.